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Casal é denunciado por furto de bilhete premiado de R$ 29 milhões da Mega-Sena

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, na última sexta-feira (26), que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) continuará responsável pelo processo que apura o suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena, ocorrido em 2023, em Sinop, a cerca de 480 quilômetros de Cuiabá.

A decisão do ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas negou recurso ordinário apresentado pela defesa de Clarice Simon Picoli e Cladecir Jose Picoli, que tentava transferir o julgamento para a Justiça Federal. O Estadão não conseguiu contato com os advogados dos citados. O espaço segue aberto.

O caso é relacionado a um sorteio da Mega-Sena realizado em 12 de agosto de 2023, cujo prêmio de mais de R$ 116,2 milhões foi dividido entre quatro apostas vencedoras: uma em Fortaleza (CE), outra em Uberaba (MG) e duas feitas na mesma casa lotérica em Sinop. Cada vencedor recebeu R$ 29 milhões.

Na decisão, Ribeiro Dantas aponta que a baixa probabilidade estatística de haver duas apostas vencedoras no mesmo local chamou a atenção dos proprietários do estabelecimento. O ministro relatou que Clarice trabalhava na casa lotérica e, no dia do sorteio, atendeu uma cliente e imprimiu um bilhete com defeito. Ela refez a aposta corretamente para a consumidora, que acertou os números premiados, e guardou o bilhete com erro no cofre para ser recolhido pela matriz, conforme o procedimento padrão da empresa.

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Dois dias depois, câmeras de monitoramento da casa lotérica registraram o momento em que Clarice abre o cofre e retira o bilhete com erros. Na sequência, ela pediu para uma colega cobrir seu turno, sob a justificativa de que precisaria resolver problemas na Caixa Econômica Federal, e deixou o local.

No dia seguinte, Clarice voltou à lotérica, acompanhada de Cladecir, seu marido, para pedir demissão e afirmou que ele seria um dos ganhadores do prêmio principal.

Diante das suspeitas, os responsáveis pelo estabelecimento analisaram as imagens internas e confirmaram que o bilhete havia sido furtado. No fim de setembro de 2023, um dos sócios da empresa ligou para o casal e conseguiu falar com Cladecir.

Ribeiro Dantas afirmou que o homem “atendeu o telefonema e, de forma ameaçadora, afirmou ser o dono legítimo do prêmio, ordenou o fim das investigações e declarou que sabia onde encontrar os proprietários caso houvesse problemas”.

Com o término das investigações, o Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) ofereceu denúncia contra o casal por furto qualificado por abuso de confiança e concurso de pessoas.

Para pedir a transferência do caso para a Justiça Federal, a defesa do casal alegou que o prêmio seria pago pela Caixa, o que caracterizaria interesse da União. No entanto, o ministro considerou que o prejuízo direto e imediato é da casa lotérica.

“No caso vertente, o objeto material do delito é um bilhete de loteria premiado que, por força das regras contratuais e comerciais reguladoras da atividade lotérica, pertencia à esfera de disponibilidade e ao patrimônio dos sócios da referida pessoa jurídica privada. O custo financeiro do bilhete defeituoso não estornado antes do sorteio foi por eles suportado, convertendo o título em propriedade da lotérica”, escreveu Ribeiro Dantas na decisão.

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Para o ministro, o saque do prêmio é apenas uma consequência do crime de furto e, por isso, não altera a natureza do delito nem quem foi a vítima. “O Juízo Federal, ao receber os autos por declinação, examinou a matéria e concluiu pela inexistência de interesse da União, determinando o retorno do processo à Justiça Estadual”, afirmou.

O magistrado também rejeitou o pedido de suspensão do processo, apresentado pela defesa, que buscava paralisar a ação até a definição na esfera cível sobre a titularidade do bilhete. Ribeiro Dantas afirmou que, no direito penal, basta a certeza de que o objeto não pertencia aos acusados no momento da subtração.

“[…] resta evidente que o bilhete de loteria premiado se encontrava sob a posse legítima e a esfera de vigilância da casa lotérica, guardado em seu cofre. Independentemente de discussões futuras no juízo cível acerca de quem seja o proprietário definitivo do prêmio, o fato incontroverso e suficiente para a tipicidade é que o título não integrava o patrimônio dos pacientes quando de sua inversão possessória”, escreveu.

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Artigo: Rentabilidade desafia pecuária leiteira em cenário de custos elevados e clima instável

Publicado

Por Vanessa Amorim Teixeira.

A pecuária leiteira superou 38 bilhões de litros em 2025, posicionando o Brasil entre os maiores produtores mundiais, mas é cada vez mais desafiador transformar volume em rentabilidade. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o indicador de preço do leite cru pago ao produtor atingiu a média nacional de R$ 2,66 por litro em abril deste ano (último dado disponível). Embora o resultado represente melhora em relação aos meses anteriores, o valor ainda está abaixo dos R$ 2,74 registrados em abril de 2025 e distante do recorde histórico de R$ 3,57 por litro alcançado em julho de 2022, o maior patamar da série iniciada em 2004 e divulgada pelo órgão. Apesar da recuperação observada desde dezembro passado, as margens continuam pressionadas por custos operacionais elevados, desafios climáticos e necessidade constante de ganhos de eficiência dentro da porteira.

Isso significa que o desafio do produtor não é apenas produzir mais. Ele tem de produzir de forma (ainda) mais eficiente. Mesmo com o alívio recente nos custos de alguns insumos, como milho e soja, despesas com energia elétrica, mão de obra e suplementação alimentar continuam impactando as despesas e limitando a rentabilidade da atividade. Da mesma forma, as condições climáticas exigem atenção: a formação do fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento acima da média da superfície do mar por um longo período, pode aumentar a temperatura e a irregularidade das chuvas em algumas regiões do Brasil, afetando a formação das pastagens e elevando os custos com alimentação do rebanho.

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Com a baixa disponibilidade e a menor qualidade das citadas pastagens, principal fonte de alimentação em muitos sistemas leiteiros, as vacas tendem a reduzir o consumo de nutrientes, impactando a produção de leite. Além disso, a escassez de alimentos e água pode elevar os níveis de estresse, comprometendo o bem-estar e, por consequência, a saúde geral dos animais.

Como a rentabilidade da atividade leiteira depende cada vez mais da eficiência produtiva, o planejamento da propriedade e o uso eficiente dos recursos disponíveis se tornam cada vez mais importantes. Nesse sentido, o primeiro passo é investir no planejamento. Isso inclui elaborar estratégias para períodos de seca, garantir reservas alimentares, monitorar indicadores produtivos e econômicos e buscar maior eficiência no uso da terra, por meio do manejo adequado das pastagens, adoção do pastejo rotacionado, produção de forragem, controle rigoroso das despesas e foco em infraestrutura que aumente a produtividade por área.

Tecnologias voltadas para a gestão das pastagens e do rebanho podem gerar ganhos expressivos de produtividade e competitividade. O investimento em infraestrutura durável e de qualidade, como um cercamento estratégico, permite ampliar a eficiência do uso das pastagens e otimizar o manejo dos animais. Essa estrutura possibilita a divisão das áreas em piquetes, o que favorece o controle do tempo de ocupação e descanso do pasto, contribui para a recuperação das forrageiras, amplia a capacidade de suporte da propriedade e reduz a dependência de suplementação alimentar externa, um dos principais custos da atividade. Com isso, a propriedade ganha maior estabilidade econômica, mesmo em cenários de preços desfavoráveis.

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Com as cercas bem posicionadas, os resultados podem ser observados em diversos indicadores, como aumento da produção de leite por hectare, redução dos custos com alimentação suplementar, melhoria da eficiência de utilização das pastagens e aumento da produtividade por animal. Em muitos casos, também há redução de gastos com manutenção de cercas e manejo, bem como melhor retorno sobre os investimentos realizados na propriedade. Essa exigência contribuiu para o desenvolvimento de soluções específicas para a pecuária leiteira moderna, como os arames Belgo Eletrix e Belgo Eletrix Light. Desenvolvidos para cercas elétricas e com alta resistência, eles viabilizam a implantação de piquetes e o manejo racional de forma eficiente, durável e econômica, além de exigirem menos manutenção.

Em um mercado que exige cada vez mais eficiência, o cercamento da propriedade rural deve ser visto não apenas como uma estrutura física, mas como uma ferramenta de gestão que gera ganhos produtivos, econômicos e de bem-estar animal. Investimentos em infraestrutura de qualidade ajudam a construir sistemas mais resilientes, sustentáveis e preparados para os desafios do futuro.

 

Vanessa Amorim Teixeira é médica-veterinária,

mestre e doutora em zootecnia pela Universidade Federal

de Minas Gerais (UFMG) e analista de mercado agro da Belgo Arames.

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Brasil

Homem morre ao tentar tirar foto na Pedra do Macaco, no RJ

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Queda foi de uma altura de cerca de 150 metros

Um homem morreu após cair de uma pedra durante uma trilha em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (28).

Caio Rocha Aguiar Azevedo, de 44 anos, conhecido como Rocha, morreu após cair de uma altura de aproximadamente 150 metros. Ele participava de uma trilha e teria escorregado ao subir na Pedra do Macaco para tirar uma foto.

Uma mulher que também participava da trilha registrou um vídeo que mostra o momento da queda. Nas imagens, ela chega a pedir que Rocha tome cuidado, mas ele escorrega logo em seguida.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas as equipes tiveram dificuldades para chegar até a vítima, devido ao terreno íngreme e à vegetação fechada. Rocha foi localizado no meio da tarde, mas já estava sem vida.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que o caso é investigado pela 82ª Delegacia de Polícia, de Maricá.

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– Diligências estão em andamento para apurar fatos – afirmou.

Nas redes sociais, o irmão de Rocha, Tairo Arrabal, lamentou o ocorrido e afirmou que ele morreu fazendo o que amava.

– Meu irmão, Caio, faleceu hoje em decorrência de um acidente enquanto fazia o que amava: uma trilha na sua amada Região dos Lagos – escreveu Arrabal, em publicação nas redes sociais.

Em seu perfil no Instagram, Rocha compartilhava vídeos em trilhas e viagens de aventura.

A Pedra do Macaco é um dos principais pontos turísticos de Maricá e oferece vistas panorâmicas da cidade, das lagoas e do litoral.

Há duas semanas, uma mulher morreu em Maricá após cair de uma gruta. Rosemary Suzart Garcia, de 59 anos, caiu quando fazia uma trilha íngreme enquanto se preparava para descer de rapel.

 

*AE

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