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Internacional

Ex-assessor de Fauci admite ocultação de dados sobre Covid

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O ex-assessor de Anthony Fauci nos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, David Morens, se declarou culpado por conspirar para esconder registros federais relacionados à origem da Covid-19. O caso envolve documentos sobre pesquisas com vírus realizadas por cientistas ligados a trabalhos em Wuhan, na China.

Segundo reportagem do The New York Times, Morens admitiu perante um tribunal federal em Maryland que usou uma conta de e-mail pessoal para tratar de informações sobre os experimentos. A estratégia tinha como objetivo evitar que as conversas fossem divulgadas publicamente.

A confissão ocorre enquanto Fauci enfrenta pressão de parlamentares republicanos, que o acusam de ter ocultado informações sobre uma possível origem da Covid-19 em um laboratório chinês. Em 2024, Fauci afirmou ao Congresso que a conduta de Morens foi “errada e inadequada” e disse desconhecer qualquer tentativa de esconder e-mails oficiais.

Como parte do acordo judicial, Morens reconheceu que trabalhou com cientistas de fora do governo para proteger financiamentos federais destinados a pesquisas sobre vírus. Ele afirmou que buscava evitar acusações que considerava sem fundamento contra os pesquisadores envolvidos.

O advogado de Morens, Timothy Belevetz, declarou: “Ao se declarar culpado hoje, o dr. Morens assumiu a responsabilidade pelo que fez e continuará fazendo isso”. A sentença foi marcada para novembro. Ele pode receber pena de até cinco anos de prisão.

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E-mails de 2020 e 2021, divulgados por um painel da Câmara dos Representantes, mostram Morens discutindo formas de evitar as leis federais sobre registros públicos. Em uma das mensagens, ele mencionou a intenção de aprender a “fazer os e-mails desaparecerem”.

Entre as pessoas com quem Morens trocou mensagens estava Peter Daszak, então presidente da EcoHealth Alliance. A organização perdeu financiamento dos Institutos Nacionais de Saúde após colaborações com um laboratório de virologia chinês. Morens também admitiu ter recebido gratificações ilegais, incluindo duas garrafas de vinho e a promessa de uma refeição em um restaurante com estrela Michelin.

Morens ainda reconheceu que trabalhou com Daszak e outro cientista para preparar informações destinadas a Fauci, identificado no acordo judicial apenas como um funcionário do NIAID. O documento, porém, não acusa Fauci de qualquer irregularidade relacionada ao caso.

Em depoimento ao Congresso em 2024, Fauci afirmou que não sabia que cientistas do governo que trabalhavam sob sua responsabilidade usavam contas pessoais para atividades oficiais ou ajudavam de forma inadequada pessoas que recebiam recursos federais.

– O que vocês viram, acredito, com o Dr. Morens foi uma anormalidade e um caso isolado – disse, na ocasião.

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No mês passado, Fauci se recusou a responder perguntas diante de um painel do Senado, que depois votou, seguindo a divisão partidária, para considerá-lo em desacato ao Congresso. O ex-diretor do NIAID recebeu ainda um perdão preventivo do então presidente Joseph R. Biden Jr., que abrangia sua atuação oficial entre 2014 e 2025.

A investigação de Morens integra uma ofensiva de parlamentares republicanos que há anos tentam relacionar o ex-assessor, Fauci e a principal agência de pesquisa médica dos Estados Unidos ao início da pandemia. Até agora, porém, o caso não produziu evidências diretas de que cientistas ou autoridades de saúde tenham participado de pesquisas que deram início ou espalharam o coronavírus.

A origem da Covid-19 continua dividindo as agências de inteligência dos Estados Unidos. FBI, CIA e Departamento de Energia consideram possível que um vazamento de laboratório tenha provocado a pandemia. Outras cinco agências avaliam como mais provável uma origem não relacionada a laboratório, com transmissão inicial entre animais e humanos.

Estudos científicos publicados nos últimos anos analisaram a localização dos primeiros pacientes e pistas genéticas encontradas em um mercado de animais silvestres em Wuhan. Essas pesquisas apontaram que o vírus pode ter passado de animais para seres humanos no mercado.

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Internacional

Macron sanciona lei que legaliza a eutanásia e o suicídio assistido na França

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O presidente da França, Emmanuel Macron, promulgou nesta quarta-feira a lei sobre a eutanásia e o suicídio assistido, que passou a ser publicada no Diário Oficial do Estado, etapa necessária antes que esse direito de obter ajuda para morrer entre definitivamente em vigor.

Após anos de debate, o texto finalmente consagra esse direito sob determinadas condições e para determinados pacientes, aos quais permitirá o acesso a um medicamento letal para pôr fim à própria vida.

O texto, aprovado na semana passada pelo Conselho Constitucional, institui o direito ao suicídio assistido e autoriza a eutanásia por parte de um médico ou profissional de saúde, caso os pacientes em questão sejam fisicamente incapazes de autoadministrar o medicamento, de acordo com informações coletadas pelo jornal “Le Figaro”.

Para ter acesso a esse direito, o paciente deve ser maior de idade, francês ou residente de longa duração no país, sofrer de uma doença terminal grave e incurável ou em fase avançada, sentir dor física insuportável e ser capaz de tomar uma decisão informada até o fim. O procedimento, realizado por um único médico, mas que requer a participação de outros profissionais, determina se o paciente atende aos requisitos.

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*via Estadão Conteúdo

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Internacional

Maior avião elétrico do mundo faz primeiro voo e gasta só US$ 5

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Protótipo da Heart Aerospace voou por 27 minutos e consumiu cerca de US$ 5 em energia elétrica durante teste nos Estados Unidos

 

O primeiro voo do avião elétrico X1, desenvolvido pela Heart Aerospace, chamou atenção não apenas pelo avanço tecnológico, mas também pelo baixo custo de energia utilizado durante o teste. A aeronave voou por cerca de 27 minutos e consumiu aproximadamente US$ 5 em eletricidade.

O voo inaugural aconteceu na quarta-feira (12), no Aeroporto Internacional de Plattsburgh, em Nova York, nos Estados Unidos. Durante o teste, o X1 alcançou 355 metros de altitude e foi impulsionado por um sistema de propulsão elétrica com potência superior a 1 megawatt.

O teste foi considerado histórico pela empresa e serviu como uma demonstração prática da viabilidade da eletrificação na aviação. Apesar de ter sido realizado com um protótipo, o resultado representa uma etapa importante para o desenvolvimento de aeronaves comerciais movidas, total ou parcialmente, por eletricidade.

 

Avião de 30 passageiros 

O X1 é um protótipo em escala real baseado no projeto do ES-30, uma aeronave regional híbrido-elétrica desenvolvida para transportar até 30 passageiros.

A proposta da Heart Aerospace é utilizar a tecnologia para transformar a aviação regional, especialmente em trajetos de curta distância. O modelo foi projetado para começar a operar comercialmente somente a partir de 2031.

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Mesmo antes de entrar em serviço, o projeto já despertou o interesse de grandes companhias aéreas. Entre elas estão a United Airlines e a Air Canada, que demonstraram interesse na possibilidade de reduzir os custos operacionais em mais de 40% em comparação com aeronaves tradicionais.

A tecnologia também pode permitir a criação de rotas entre aeroportos menores e mais próximos dos centros urbanos, ampliando as possibilidades de transporte aéreo regional.

 

Teste consumiu cerca de US$ 5

Um dos dados que mais chama atenção no voo experimental é a quantidade de energia utilizada. Durante os aproximadamente 27 minutos de teste, o protótipo consumiu apenas cerca de US$ 5 em energia elétrica.

O valor chama atenção principalmente quando comparado ao custo do combustível utilizado por aviões convencionais. No cenário citado pela empresa, o preço de um galão de combustível de aviação já chegava a US$ 3,50.

A experiência serviu como uma prova de conceito para demonstrar que a propulsão elétrica pode ser aplicada à aviação. O objetivo, no entanto, vai além da redução da conta de combustível.

Segundo a visão apresentada pela empresa, aeronaves comerciais elétricas podem modificar a economia das companhias aéreas e, futuramente, contribuir para a redução do custo das viagens para os passageiros.

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A eletrificação também abre caminho para uma aviação regional potencialmente mais acessível, frequente e limpa.

 

Quando o avião elétrico começa a operar?

Apesar do voo experimental já ter acontecido, passageiros ainda terão que esperar alguns anos para embarcar em uma aeronave desse tipo.

O ES-30 foi projetado para iniciar as atividades somente em 2031. Antes disso, o projeto ainda passará por diferentes etapas de desenvolvimento, testes e certificação.

Com a validação aerodinâmica e tecnológica obtida no voo experimental do X1, a Heart Aerospace avança agora para a montagem da primeira unidade de pré-produção do ES-30, que será construída na fábrica da empresa em Los Angeles.

Os testes de voo da versão definitiva estão previstos para 2028.

A expectativa é que o desenvolvimento do modelo permita levar a propulsão elétrica para a aviação regional, inicialmente em aeronaves menores e voltadas para trajetos de curta distância.

Embora ainda esteja distante de substituir os grandes aviões comerciais utilizados em viagens de longa distância, o teste do X1 mostra como a eletrificação começa a ganhar espaço também nos céus.

E, por enquanto, o número que mais chama atenção é simples: 27 minutos de voo por cerca de US$ 5 em energia elétrica.

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