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Política Nacional

Globo convida somente quatro candidatos para debate no dia 1°

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A TV Globo convidou apenas quatro candidatos à Presidência da República para o debate marcado para 1° de outubro, o último encontro entre os presidenciáveis na emissora antes do primeiro turno. As regras foram apresentadas às campanhas nesta quarta-feira (23).

Foram convidados Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD). A emissora considerou o critério previsto na legislação eleitoral, que assegura a participação de candidatos cujos partidos tenham ao menos cinco parlamentares no Congresso.

As campanhas têm até esta sexta-feira (25) para confirmar a presença. Lula ainda não decidiu se participará, enquanto Flávio Bolsonaro também deverá condicionar sua participação à presença do petista. Caso algum dos quatro convidados não compareça, a Globo já informou às campanhas que poderá convocar um substituto, conforme as regras apresentadas pela emissora.

Até o momento, apenas um debate presidencial foi transmitido pela televisão aberta nesta eleição. O encontro, promovido pela TV Band, não contou com Lula nem Flávio Bolsonaro. Participaram Renan Santos (Missão), Augusto Cury e Ronaldo Caiado.

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FORMATO DO DEBATE

O encontro da Globo terá quatro blocos. Dois serão compostos por temas sorteados e outros dois terão perguntas e assuntos de livre escolha dos candidatos. Ao todo, serão abordados 13 temas, incluindo questões relacionadas às diferentes regiões do país. As campanhas receberão os assuntos com até 72 horas de antecedência.

Os candidatos usarão microfones de lapela e poderão circular pelo estúdio durante o programa. Cada campanha poderá levar até 20 assessores, sendo que dez deles poderão permanecer no auditório. O debate será realizado três dias antes do primeiro turno.

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Política Nacional

Pesquisas apontam avanço da direita na disputa pelo Senado

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A onze dias do primeiro turno, levantamentos sobre a disputa pelo Senado indicam vantagem de candidatos de direita em diferentes estados. A eleição de 4 de outubro vai renovar 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços do total.

Entre os nomes associados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, 25 aparecem em posições competitivas nas pesquisas analisadas pelo Pleno.News. Em Santa Catarina, por exemplo, Carol De Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) estão entre os candidatos mais bem colocados.

O cenário também apresenta disputas apertadas. Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) aparece na liderança em levantamento recente, mas há empate técnico entre nomes que disputam as duas vagas. No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) aparece à frente, enquanto Leila do Vôlei (PDT) está entre as concorrentes pela outra cadeira.

No Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) aparece à frente de Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL), que ocupam as posições seguintes no levantamento da Quaest publicado nesta quarta-feira (23). Já em Goiás, Gustavo Gayer (PL) figura entre os candidatos mais bem posicionados para uma das duas vagas.

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No Paraná, Deltan Dallagnol (Novo) também aparece em posição competitiva. A situação, porém, mudou durante a campanha: o TSE formou maioria para manter suspensas suas atividades eleitorais, enquanto a candidatura ainda aguarda decisão definitiva.

Uma projeção publicada pelo Congresso em Foco estima que partidos de direita e centro-direita poderiam chegar a 40 das 81 cadeiras em 2027, considerando os senadores que permanecem no cargo e os nomes atualmente competitivos nas pesquisas. A maioria absoluta exige 41 votos.

A direita busca ter maioria no Senado para diversas razões, sendo a principal dela impedir a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) como presidente da Casa e assim conseguir passar os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

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Política Nacional

Merval diz que Lula subestimou Flávio na disputa presidencial

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Jornalista afirmou que o petista enfrenta não apenas o senador, mas a força política do ex-presidente Jair Bolsonaro

 

O jornalista Merval Pereira afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria cometido um erro de cálculo ao subestimar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e, consequentemente, a força do movimento político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa presidencial deste ano. A declaração foi feita durante o programa Central das Eleições, da GloboNews, nesta terça-feira (22).

Para Merval, Lula não estaria enfrentando apenas Flávio, mas a força política associada a Jair Bolsonaro. Na avaliação do jornalista, essa identificação teria sido subestimada pelo grupo do petista ao preparar a campanha.

– Ele subestimou o Flávio por um erro de cálculo. Ele achou que ele estava combatendo, disputando com o Flávio. Ele não está disputando com o Flávio, está disputando com o Bolsonaro, o pai. [Está disputando] com uma ideia de Bolsonaro, com uma imagem de Bolsonaro, que ainda por cima está na cadeia, [e] quem botou na cadeia foi o Alexandre de Moraes. Aí você mistura tudo e é difícil – disse.

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Merval também recorreu à eleição presidencial de 2010 para ilustrar o que considera um erro recorrente de avaliação eleitoral: subestimar a força política do adversário por enxergar apenas o postulante que está formalmente na disputa.

Ele contou que, naquele ano, almoçou com José Serra, então candidato à Presidência pelo PSDB, e perguntou sobre suas perspectivas na eleição. Segundo Merval, Serra demonstrava confiança de que a disputa estava praticamente definida.

– Ele disse: “Ah, está resolvido”. Eu digo: “Mas como está resolvido?”. Aí ele falou: “Ô, meu irmão, você acha que essa mulher vai sair desse lugar? Não vai, de jeito nenhum” – relatou.

Merval se referia à então candidata Dilma Rousseff (PT), que acabou vencendo a eleição daquele ano. Para o jornalista, Serra teria cometido justamente o erro de enxergar Dilma como o único elemento da disputa, sem considerar a força política de Lula por trás da candidatura petista.

– Só que ele [Serra] não estava disputando contra a Dilma. Era contra o Lula. E ele não entendeu. Assim como o Lula agora não entendeu que ele não está disputando com o Flávio. Está disputando com o [Jair] Bolsonaro – concluiu.

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