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Internacional

Super El Niño pode causar 451 mil mortes até fevereiro de 2027

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Brasil é uma das nações mais vulneráveis, segundo Climate Impact Lab

 

Projeções elaboradas pelo consórcio internacional Climate Impact Lab, o Super El Niño previsto por meteorologistas pode ocasionar cerca de 451 mil mortes decorrentes do excesso de calor em âmbito global entre junho e fevereiro de 2027.

Para a pesquisa, o impacto das temperaturas extremas deve afetar de forma desproporcional os países localizados no Sul Global, e o Brasil é uma das nações mais vulneráveis, com uma estimativa de 13,3 mil óbitos adicionais relacionados ao calor no período de setembro a fevereiro de 2027.

A previsão coloca o território brasileiro atrás apenas da Nigéria, Indonésia, Sudão e Índia em volume de mortes excedentes. Os pesquisadores ressaltam que os dados não indicam o calor como causa direta única em todos os registros, mas sim um aumento na taxa de mortalidade geral ligado às mudanças da temperatura.

O estudo, feito por pesquisadores de instituições como as universidades de Berkeley e Stanford, cruza previsões sazonais de temperatura do sistema europeu SEAS5 com dados históricos de mortalidade e adaptabilidade populacional em mais de 24 mil regiões do planeta.

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O novo El Niño tem 69% de probabilidade de ser o mais forte já registrado na história. O fenômeno trata-se do aquecimento anormal das águas no Oceano Pacífico perto da linha do Equador. Ele pode ocasionar tempestades devastadoras, inundações, deslizamentos, secas extremas, incêndios florestais, destruição de safras, entre outros problemas socioambientais.

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Internacional

Xi Jinping chega a Washington e é recebido por Trump

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Líderes se reúnem na quinta-feira (24) para discussões, e chinês retorna a Pequim na sexta-feira, após cerimônia do chá oferecida por Melania Trump e visita ao Arquivo Nacional

 

O presidente da China, Xi Jinping, chegou nesta quarta-feira (23) nos Estados Unidos para um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Trump receberá o colega na Base Aérea Conjunta Andrews, em Washington. Não há reunião formal prevista para acontecer entre os dois líderes nesta quarta.

Trump e Xi se encontram para conversas na Casa Branca na quinta-feira (24), e uma cerimônia do chá oferecida por Melania Trump e uma visita ao Arquivo Nacional encerram a visita oficial na sexta (25), quando Xi e sua mulher retornam a Pequim.

Xi deverá pressionar Trump a suspender as vendas de armas a Taiwan, conforme previsto em uma declaração conjunta de 1982, segundo autoridades ouvidas pela agência Reuters. O desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial também está no radar nas relações entre os dois países.

A IA surgiu como um campo de batalha fundamental entre os dois países, com ambos os lados demonstrando pouco interesse em desacelerar, apesar dos alertas de CEOs do setor de tecnologia sobre as ameaças que uma IA fora de controle poderia representar para a humanidade.

“Quem vencer na IA, vence”, Trump tem dito repetidamente.

Trump recebe XI Jinping em Washington — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Ele afirmou nas redes sociais, na segunda-feira (21), que os EUA estão à frente da China e que ele “não iria sufocar o crescimento de algo que será maior do que a Revolução Industrial ou a própria Internet”.

A China também não quer se dar ao luxo de perder a corrida. Em um artigo raro e contundente, Chen Yixin, chefe do Ministério da Segurança do Estado da China, alertou que a IA representa uma ameaça direta ao domínio do Partido Comunista caso forças estrangeiras e hostis alcancem capacidades superiores.

Os EUA já estão restringindo as exportações dos chips de IA mais potentes para a China e acusaram desenvolvedores chineses de acessar modelos de IA americanos em escala industrial para extrair suas capacidades.

Pequim também está insatisfeita com os esforços dos EUA para formar uma aliança que exclua a China; por isso, busca estabelecer novas diretrizes globais de segurança para a IA, apelando para nações em desenvolvimento.

No entanto, EUA e China estão dando um pequeno passo em direção à cooperação em IA.

O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse no domingo (20), após se reunir com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng em Nova York, que os EUA propuseram um novo “mecanismo de notificação” para incidentes de IA que possam afetar a segurança nacional.

Trump recebe Xi Jinping em Washington — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

“Acreditamos que, assim como em qualquer atividade transfronteiriça, passar da opacidade para uma maior transparência entre a primeira e a segunda maiores potências de IA do mundo é muito importante”, disse Bessent.

Segundo a agência Reuters, o fornecimento de armas dos EUA a Taiwan também está entre as pautas a serem discutidas no encontro por Xi.

A China costuma descrever a questão de Taiwan — que Pequim considera parte de seu próprio território — como sua questão diplomática mais delicada e importante, e tem repetidamente exigido que as vendas de armas sejam interrompidas.

Os EUA são obrigados por lei a fornecer a Taiwan, governada democraticamente, os meios para se defender, apesar da ausência de relações diplomáticas formais. O governo de Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim e sustenta que é Taipei que tem o direito de reivindicar a China continental como seu território legítimo.

De acordo com esse documento, os EUA afirmaram que pretendem reduzir gradualmente suas vendas de armas a Taiwan e não buscam vendas de armas de longo prazo para Taipé.

No entanto, em um memorando anexo, o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, afirmou que a disposição dos EUA em reduzir as vendas de armas está “condicionada absolutamente ao compromisso contínuo da China com a solução pacífica” das divergências com Taiwan.

A China intensificou drasticamente suas atividades militares em torno de Taiwan nos últimos cinco anos, incluindo a realização de exercícios militares com testes reais de mísseis. As Forças Armadas chinesas operam em torno de Taiwan quase que diariamente.

O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu a um pedido de comentário. O jornal oficial chinês Diário do Povo afirmou nesta terça-feira que, se a questão de Taiwan fosse mal conduzida, isso poderia levar as relações entre a China e os EUA “a uma situação muito perigosa”.

Trump e Taiwan

Um funcionário da Casa Branca disse que Trump afirmou que tomará uma decisão sobre o novo pacote de vendas de armas a Taiwan em um prazo relativamente curto.

Em seu primeiro mandato, Trump aprovou mais vendas de armas para Taiwan do que qualquer outro presidente na história e, em seu segundo mandato, aprovou mais no primeiro ano do que nos quatro anos do ex-presidente Joe Biden, acrescentou o funcionário.

O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan afirmou que continua acompanhando de perto os desdobramentos nas trocas de alto nível entre os EUA e a China, mantendo ao mesmo tempo uma “comunicação robusta” com os EUA.

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Com informações das agências Reuters e Associated Press.

 

 

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Internacional

Trump sobre Venezuela: “Aos vencedores, os despojos”

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Donald Trump voltou a destacar a Venezuela nesta terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, ao defender as ações dos Estados Unidos no país e justificar o acordo envolvendo o petróleo venezuelano.

Na ocasião, o presidente americano afirmou:

– Aos vencedores, os despojos.

Trump fez a declaração ao comentar a retirada de Nicolás Maduro do poder e o acordo firmado com Delcy Rodríguez, que assumiu a liderança da Venezuela. Segundo o presidente americano, parte da riqueza gerada pelo petróleo do país será destinada aos Estados Unidos.

– Nossas ações na Venezuela comprovam que os Estados Unidos não permitirão mais que ameaças à América ganhem terreno em qualquer lugar do Hemisfério Ocidental e, se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável para garantir os interesses nacionais vitais dos Estados Unidos – afirmou Trump.

LUTA CONTRA O TRÁFICO DE DROGAS NA AMÉRICA LATINA

O presidente também falou sobre a atuação americana contra o tráfico de drogas na América Latina. Ao defender operações contra embarcações no Caribe e no Pacífico, ele comparou os cartéis a grupos terroristas e disse que eles representam uma ameaça à região.

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– Os cartéis são o ISIS do Hemisfério Ocidental – não são pessoas boas – declarou. Trump acrescentou que os grupos usam assassinato, estupro, tortura e extorsão e defendeu que seus integrantes sejam mortos, expulsos ou presos como combatentes inimigos.

Na sequência, Trump criticou a situação no México e afirmou que o país estaria sob influência dos cartéis. Para o presidente americano, os Estados Unidos não deveriam compartilhar uma fronteira com uma nação nessas condições.

– Portanto, o México deve retomar o controle de seu território das mãos dos inimigos da humanidade – afirmou Trump.

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