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Política Nacional

Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados em eventual 2º turno

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Atual presidente aparece com 46% das intenções de votos, enquanto o senador tem 43%

 

Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (30) informou que, em um eventual segundo turno para a Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão tecnicamente empatados. O petista registra 46% das intenções de voto, contra 43% do parlamentar. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

 

 

A comparação com a rodada anterior revela estabilidade no cenário de polarização nacional. No levantamento de 15 de julho, Lula pontuava 45% e agora oscilou positivamente um ponto. Já Flávio Bolsonaro manteve os mesmos 43% registrados na última medição, consolidando a disputa apertada.

 

PodeData também simulou embates contra outros possíveis nomes da direita. O atual presidente tem novo empate técnico contra Ronaldo Caiado (União), somando 44% contra 43% do adversário. O cenário também aponta indefinição contra Romeu Zema (Novo), onde Lula anota 44% e o mineiro registra 42%.

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O único cenário onde há vantagem numérica fora da margem de erro ocorre contra Renan Santos (União). Nesse confronto direto, o petista aparece à frente com 45%, enquanto o adversário atinge 37%. Entre os eleitores medidos neste cenário, 15% declaram que votariam em branco ou nulo.

A pesquisa PoderData entrevistou 2.400 eleitores entre 26 a 29 de julho de 2026, por meio de pesquisa telefônica IVR. A margem de erro é de 2,0 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado por PoderData e está registrado no TSE sob o protocolo BR-07845/2026.

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Política Nacional

Republicanos indica que Cleitinho não vai disputar governo de Minas Gerais

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O Republicanos divulgou, nesta quarta-feira (29), uma nota em que responsabiliza o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) pela não consolidação de uma candidatura ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano.

No texto, o partido disse que manteve negociações por meses e estruturou um projeto para viabilizá-lo na disputa, mas sustenta que o parlamentar nunca oficializou sua intenção de concorrer ao Palácio Tiradentes.

A manifestação ocorre um dia após Cleitinho publicar um vídeo nas redes sociais em que utiliza imagens produzidas por inteligência artificial (IA) para simular um diálogo com o pai, José Maria Azevedo, e o irmão, Matheus Azevedo, ambos já falecidos.

Na gravação, os familiares aparecem incentivando o senador a disputar o governo mineiro. Ao final, a legenda da publicação afirma: “Seguirei na missão”, sinalizando uma possível decisão sobre a candidatura.

 

Expectativa não correspondida

Na nota, entretanto, o Republicanos afirmou que a possibilidade de lançar Cleitinho foi tratada com “entusiasmo, respeito e seriedade”, mas que a expectativa criada pelo partido não foi correspondida pelo senador.

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Segundo a executiva estadual, a legenda adiou decisões estratégicas durante meses à espera de uma definição, mobilizou partidos aliados e preservou espaço político para uma eventual candidatura.

O partido argumentou que uma candidatura depende da manifestação inequívoca do interessado e afirma que essa confirmação nunca ocorreu. Ainda de acordo com o comunicado, sucessivos recuos e indefinições comprometeram a construção do projeto eleitoral.

Partido diz que senador não participou de convenção

A direção partidária também destacou que a ausência de Cleitinho na convenção do Republicanos em Minas Gerais, realizada no último sábado, teve impacto político direto. Sem uma definição do senador, partidos aliados passaram a reorganizar suas estratégias para as eleições, segundo a legenda.

“O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la”, afirmou a nota, que ressaltou ainda o compromisso da sigla com seus filiados, candidatos proporcionais e aliados.

O presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), reforçou o entendimento de que o projeto perdeu força ao afirmar que Cleitinho “perdeu o timing” para confirmar a candidatura.

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Segundo ele, o senador teve a oportunidade de participar da convenção estadual, mas optou por não comparecer. “Acho que ele perdeu o timing. Foi dada a oportunidade de ele ir na convenção e não foi”, afirmou Pereira ao jornal O Globo.

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Política Nacional

Eduardo Bolsonaro revela como foi a escolha de Mourão a vice

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro revelou detalhes dos bastidores da escolha do general Hamilton Mourão como candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro durante as eleições de 2018. Segundo ele, a definição ocorreu apenas no último dia da convenção partidária, após uma série de nomes serem avaliados e descartados.

De acordo com Eduardo, Jair Bolsonaro delegou ao então presidente do PSL, Gustavo Bebianno, e ao deputado Julian Lemos a missão de buscar possíveis candidatos à vice-presidência. Entre os primeiros nomes cogitados estava o general Augusto Heleno, mas, a negociação não avançou. Outro nome analisado foi o da jurista Janaina Paschoal. Para esta, Eduardo disse ter dado “graças a Deus” por não ter avançado.

Bebianno e Julian Lemos teriam descartado Janaina por “não bater bem da cabeça, meio maluca, bem instável”.

Eduardo afirmou ainda que o deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança chegou a ser considerado para compor a chapa. No entanto, segundo ele, informações falsas apresentadas durante o processo acabaram gerando dúvidas na campanha.

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– O Julian Lemos e o Bebianno inventaram uma fake news que eu não tenho nem coragem de falar aqui e causou muita dúvida na campanha do Jair Bolsonaro sobre o Luiz Philippe de Orléans e Bragança – declarou ao jornal Comunica Brasil nesta terça-feira (28).

A decisão definitiva aconteceu nos bastidores da convenção, em um ginásio em São Paulo. Segundo Eduardo, Jair Bolsonaro reuniu familiares e aliados próximos em uma cabine de banheiro para discutir o assunto reservadamente. Na ocasião, Bolsonaro teria feito um convite ao então major Jorge Oliveira, que integrava sua equipe.

– Ele chegou para o major Jorge e falou assim: “Major, tá pronto para o combate?’ Missão então, hein? Você vai ser meu vice”.

Jorge Oliveira recusou o convite por não atender aos requisitos legais para disputar a eleição, já que não estava filiado a um partido dentro do prazo exigido pela legislação eleitoral.

Diante da impossibilidade, Bolsonaro teria decidido procurar o PRTB para formalizar o convite ao general Hamilton Mourão. Eduardo resumiu o desfecho da reunião afirmando:

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– Tá, vamos lá falar com Mourão, então. Alguém aí, depois da convenção, vamos lá falar no PRTB (…) A gente vai lá então fechar com Mourão – teria dito Jair Bolsonaro por fim.

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