Vítima, de 24 anos, veio de São Paulo para o Espírito Santo após conhecer suspeito pela internet; caseiro foi preso em flagrante
Uma técnica em enfermagem de 24 anos foi resgatada após passar cinco dias em cárcere privado em um sítio na zona rural de Viana. A vítima foi atraída ao Espírito Santo por um homem de 32 anos, que conheceu pelas redes sociais e que teria prometido um relacionamento amoroso.
De acordo com a investigação, o homem utilizou uma residência localizada no sítio, sem o conhecimento dos proprietários, para manter a mulher em cárcere privado.
Durante o período em que permaneceu no local, ela relatou ter sido agredida diversas vezes e ameaçada de morte sempre que tentava fugir.
Relacionamento começou pela internet
A vítima mora em São Paulo e, conforme informou à polícia, manteve contato com o suspeito por cerca de sete meses antes de decidir viajar ao Espírito Santo para encontrá-lo.
Ainda segundo o relato, ao chegar ao Estado, o comportamento do homem mudou. Ele teria impedido que ela deixasse o imóvel, afirmando que ela não poderia mais sair de sua vida.
A mulher apresentava hematomas nos braços, na perna e no peito, além de lesões provocadas por puxões de cabelo, conforme informações repassadas pela polícia.
Vídeo para a família ajudou a localizar a vítima
O resgate ocorreu após a vítima conseguir fazer uma chamada de vídeo para familiares quando o suspeito saiu da residência.
As informações foram repassadas inicialmente às autoridades do Ceará, onde vivem familiares da mulher, e depois encaminhadas às forças de segurança do Espírito Santo.
Com base na denúncia, equipes do serviço de inteligência e da Força Tática da Polícia Militar localizaram o imóvel na região rural de Morada Bethânia, em Viana, a cerca de 15 quilômetros de Vitória.
O suspeito ainda tentou resistir à abordagem, mas foi detido e encaminhado para a delegacia.
Vítima deixou o Espírito Santo
Após prestar depoimento, a jovem deixou o Espírito Santo. Em conversa por telefone com a imprensa, ela afirmou que não imaginava que a promessa de um relacionamento terminaria em uma situação de violência.
Segundo o relato, logo após sua chegada ao Estado, o suspeito desativou o perfil da rede social por onde os dois se comunicavam.
Ela também contou que, apesar de não ter sido amarrada e de conseguir se alimentar durante o período em que permaneceu no imóvel, vivia sob constantes ameaças de morte.
Em determinados momentos, segundo a vítima, precisou esconder facas existentes na residência por temer que o agressor pudesse utilizá-las contra ela.
Propriedade estava vazia após a prisão
Na manhã seguinte à operação policial, não havia pessoas no sítio para comentar o caso.
As investigações seguem para apurar todos os detalhes do crime e as circunstâncias em que a vítima foi mantida em cárcere privado.