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Política Nacional

Senador Marcos do Val propõe integração de guardas municipais para reforçar o combate à criminalidade

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O senador Marcos Do Val (Avante/ES) é o autor do Projeto de Lei nº 2381/2025, que altera o Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei nº 13.022/2014) para permitir que guardas municipais atuem em qualquer cidade integrante de convênio ou consórcio público firmado entre municípios vizinhos. A proposta é tornar o combate à criminalidade mais eficiente em termos de aproveitamento de recursos e eficaz. O projeto aguarda, agora, análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal.

A proposta muda a lei para autorizar a atuação conjunta das corporações e determinando que a União preste apoio técnico às guardas que se organizarem dessa forma. Na prática, o texto viabiliza a gestão compartilhada da segurança urbana entre municípios que decidam somar forças, permitindo que cidades com estruturas menores dividam recursos, efetivos, tecnologia e capacitação com vizinhos, ampliando a cobertura territorial das ações preventivas.

“A medida trará melhoria na eficiência e na cobertura territorial das ações preventivas de segurança e fortalece a atuação das guardas municipais como instrumentos de segurança preventiva”, afirma Marcos Do Val. Ele ressalta, no entanto, que essa cooperação entre as Guardas Civis Municipais sempre em consonância com a autonomia dos municípios e o modelo federativo cooperativo previsto no artigo 144 da Constituição.

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A iniciativa dialoga diretamente com o PRO-SEG, programa concebido e implementado por Marcos Do Val que promove uma verdadeira revolução tecnológica nas guardas municipais capixabas. O projeto incorpora inteligência artificial, drones, videomonitoramento, equipamentos e armamentos de última geração e viaturas blindadas às corporações municipais. A implementação começou na Grande Vitória e já se estendeu a Vila Velha, Anchieta e Linhares.

Ao permitir que municípios consorciados compartilhem essas ferramentas e estruturas entre si, o PL 2381/2025 amplia o alcance do modelo criado pelo PRO-SEG, possibilitando que cidades menores também se beneficiem da tecnologia e da capacitação empregadas nos municípios pioneiros, tornando o combate à criminalidade e à violência mais eficiente por meio da atuação integrada.

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Política Nacional

PF faz buscas na casa de Jair Bolsonaro à procura de armas

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A Polícia Federal (PF) realizou buscas residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, para verificar a existência de armas de fogo vinculadas a ele. A diligência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a defesa de Bolsonaro, o mandado previa a busca e apreensão de armamentos, munições, acessórios e documentos de registro. Os advogados afirmaram que nenhum dos itens foi localizado durante a operação.

A ação ocorreu na casa do ex-presidente, no bairro Jardim Botânico, na capital federal, e, segundo integrantes da PF, durou menos de uma hora. A corporação confirmou a realização da diligência, mas não divulgou detalhes sobre a operação.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março deste ano, em razão do tratamento de uma broncopneumonia. Na última semana, Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar e determinou a revogação de seu Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), além da apreensão de todas as armas de fogo registradas em seu nome.

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Ao STF, a defesa informou que, das dez armas mencionadas na decisão, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, enquanto outras oito estariam sob guarda do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. Diante da informação, Moraes determinou que o Exército encaminhasse as oito armas à PF no prazo de 48 horas e que a corporação confirmasse a localização das duas armas já recolhidas.

No entanto, o caso recentemente ganhou um novo desdobramento. Em manifestação ao STF, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército informou que apenas seis armas estavam sob sua guarda, e não oito, como havia sido informado pela defesa de Bolsonaro.

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Política Nacional

Projeto que cria o Pix Pensão é aprovado pelo Senado

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pagamento automático da pensão alimentícia por Pix foi aprovado pelo Plenário do Senado nesta terça-feira (7). O chamado Pix Pensão vai automatizar o pagamento mensal da pensão para a conta do beneficiário, e poderá ser solicitado em qualquer fase do cumprimento da sentença. 

O PL 4.978/2023, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), foi relatado no Senado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e agora segue para sanção da Presidência da República.

A avaliação no parecer é que a proposta oferece uma solução “simples, objetiva e compatível com a natureza urgente da obrigação alimentar”.

Na decisão em que determina o pagamento, o juiz terá que informar os dados necessários para a operação, como o valor mensal da prestação, o prazo de duração da obrigação, as contas de débito e crédito e os critérios de atualização dos valores.

Atualmente, a pensão alimentícia pode ser debitada automaticamente do salário do devedor, mas, se ele não tiver vínculo formal, a beneficiária precisa acionar a Justiça a cada atraso. O problema é recorrente, segundo Ana Paula Lobato.

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A dinâmica pode sobrecarregar o Judiciário e atrasar o recebimento de valores essenciais para a subsistência de crianças, adolescentes e demais beneficiários da pensão, acrescenta a relatora. 

Pensão

O texto aprovado determina que as instituições financeiras farão as transferências nas datas definidas pela Justiça.

Caso não haja saldo suficiente na conta do alimentante (quem paga a pensão), haverá possibilidade de indisponibilização automática de ativos financeiros até o limite do valor atualizado da prestação em atraso.

A medida também poderá alcançar ativos financeiros de empresário individual, mesmo quando vinculados à atividade empresarial. A indisponibilidade poderá ser convertida em penhora se a inadimplência perdurar.

Para Ana Paula Lobato, a proposta cria um fluxo contínuo de pagamento da pensão alimentícia, reduzindo a necessidade de novos pedidos judiciais a cada inadimplemento.

Ela afirma que a medida pode diminuir a litigiosidade, facilitar a regularidade das parcelas e aumentar a previsibilidade financeira para quem depende desses recursos.

Estatísticas

O projeto também determina que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) terá que recolher e divulgar estatísticas da atividade judiciária, preservando o anonimato das pessoas envolvidas.

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Entre os dados que poderão ser divulgados estão a quantidade de ações, os valores médios dos processos, informações sobre penhoras judiciais e, nas ações de alimentos, o perfil dos beneficiários.

Para isso, o CNJ poderá criar mecanismos de cooperação e intercâmbio com outros órgãos públicos, observadas as regras da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, para compartilhar informações agregadas (ou anonimizadas) destinadas à elaboração de estatísticas e ao aprimoramento de políticas públicas.

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