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Medicina e Saúde

Hospital em Cariacica realiza primeira cirurgia cardíaca robótica do ES

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O Espírito Santo avançou na medicina de alta complexidade com a realização da primeira cirurgia cardíaca robótica do Estado. O procedimento ocorreu neste mês de abril, no Hospital Meridional, em Cariacica, e o paciente já recebeu alta hospitalar.

A cirurgia foi conduzida por uma equipe especializada liderada pelo cirurgião cardiovascular Dr. Melchior Lima, Cirurgião Cardiovascular com 35 anos de experiência na Grande Vitória. O procedimento realizado foi uma revascularização do miocárdio, popularmente conhecida como ponte de safena, indicada para melhorar o fluxo sanguíneo no coração.

Diferente das cirurgias tradicionais, a técnica robótica utiliza uma plataforma equipada com quatro braços mecânicos, controlados pelo cirurgião por meio de um sistema semelhante a um joystick. A tecnologia permite reproduzir com extrema precisão os movimentos das mãos do médico, utilizando instrumentos como pinças, bisturi e eletrocautério.

Segundo o especialista, o sistema possibilita movimentos mais delicados e até mesmo ações que não seriam possíveis apenas com a mão humana, elevando o nível de precisão durante o procedimento.

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Avanço amplia a precisão

Entre as principais vantagens da cirurgia robótica estão o menor trauma na região torácica, a redução do risco de infecções e uma recuperação mais rápida para o paciente. Esses fatores impactam diretamente na qualidade do pós-operatório e nos resultados clínicos.

Segundo o especialista, o sistema possibilita movimentos mais delicados e até mesmo ações que não seriam possíveis apenas com a mão humana, elevando o nível de precisão durante o procedimento.

Avanço amplia a precisão

Entre as principais vantagens da cirurgia robótica estão o menor trauma na região torácica, a redução do risco de infecções e uma recuperação mais rápida para o paciente. Esses fatores impactam diretamente na qualidade do pós-operatório e nos resultados clínicos.

Apesar dos benefícios, o procedimento não é indicado para todos os casos. A cirurgia robótica cardíaca é destinada a pacientes adultos e depende de uma avaliação criteriosa para definir a viabilidade da técnica.

O uso da tecnologia robótica já é realidade em outras especialidades médicas no Espírito Santo, como urologia, cirurgia torácica, cirurgia geral e ginecologia. No caso da área cardiovascular, a equipe responsável é formada por sete profissionais, seis médicos e uma enfermeira, que passaram por treinamentos e especializações em outros estados, como Minas Gerais.

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A realização da primeira cirurgia cardíaca robótica marca um avanço significativo na medicina capixaba, ampliando as opções de tratamento e trazendo mais segurança e conforto para os pacientes.

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Medicina e Saúde

Hábitos no trabalho podem prejudicar seus rins; veja como se proteger no dia a dia

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Quando pensamos em saúde no trabalho, muitas vezes focamos em fatores externos. No entanto, na prática clínica, observo que grande parte dos problemas renais está relacionada a hábitos do dia a dia que passam despercebidos, especialmente durante a rotina de trabalho.

Recentemente, atendi um paciente que trabalhava longas jornadas e relatava cansaço frequente. Ao investigar melhor, ele tinha o hábito de beber pouca água ao longo do dia, consumia alimentos industrializados com alto teor de sal e utilizava anti-inflamatórios com frequência para aliviar dores. Os exames mostraram alteração da função renal, um quadro que poderia ter sido evitado com mudanças simples.

Hábitos que prejudicam os rins

Os rins dependem de um equilíbrio adequado de líquidos e minerais para funcionar corretamente. A ingestão insuficiente de água reduz a perfusão renal, enquanto o consumo excessivo de sal, comum em alimentos ultraprocessados, favorece retenção de líquidos e aumento da pressão arterial. Esses fatores, ao longo do tempo, sobrecarregam os rins.

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Outro ponto importante é a automedicação. O uso frequente de anti-inflamatórios, muitas vezes visto como inofensivo, pode comprometer a função renal, especialmente quando associado à desidratação. Na prática, vejo que essa combinação é mais comum do que se imagina.

Pequenas mudanças essenciais

A boa notícia é que a prevenção está ao alcance de todos. Manter hidratação regular ao longo do dia, reduzir o consumo de alimentos industrializados, evitar excesso de sal e utilizar medicamentos apenas com orientação são medidas simples que protegem diretamente os rins.

Além disso, os exames periódicos têm papel fundamental. Avaliações simples, como exame de urina e dosagem de creatinina no sangue, permitem identificar alterações precoces, muitas vezes antes do aparecimento de sintomas.

Cuidar dos rins não exige mudanças radicais. Na prática, pequenas escolhas repetidas diariamente têm impacto direto na preservação da função renal. O ambiente de trabalho faz parte da rotina — e pode ser também um espaço de cuidado com a saúde.

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Medicina e Saúde

Tirar o siso ou não? Veja quando a cirurgia é indicada

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Você já ouviu alguém dizer: “meu dentista falou que tenho que tirar o siso, mas ele nem dói”? Essa é uma das dúvidas mais comuns nos consultórios odontológicos. Os chamados “dentes do siso” ou terceiros molares, frequentemente geram insegurança: será mesmo necessário removê-los, mesmo sem sintomas?

Vamos entender um pouco melhor o que a ciência atual diz sobre isso.

O que acontece com o siso

Os sisos são os últimos dentes a nascer, geralmente entre os 17 e 25 anos. No entanto, com a evolução da espécie humana, incluindo mudanças na alimentação e no desenvolvimento dos ossos da face , tornou-se cada vez mais comum que não haja espaço suficiente para a erupção adequada desses dentes.

Quando isso acontece, esses dentes não erupcionam de forma adequada e tornam-se inclusos ou impactados nos ossos dos maxilares

Estes dentes podem permanecer totalmente dentro do osso ou ficar parcialmente coberto pela gengiva. E é exatamente aí que começam os potenciais problemas!

Ausência de dor não é ausência de doença

Mesmo sem dor, esses dentes podem estar associados a uma série de complicações. Estudos clássicos, como os publicados no Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, mostram que terceiros molares inclusos aumentam o risco de inflamação gengival (pericoronarite), cáries no próprio siso ou no dente vizinho, doença periodontal e até formação de cistos e tumores odontogênicos.

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Um ponto importante: a ausência de dor não significa ausência de doença.
Pesquisas conduzidas por Gregory J. Huang, por exemplo, demonstram que muitos pacientes com sisos aparentemente “assintomáticos” já apresentam sinais iniciais de doença periodontal ao redor desses dentes, detectáveis apenas por exames clínicos e radiográficos. Ou seja, o problema pode estar evoluindo de forma silenciosa.

Por outro lado, nem todos os casos exigem cirurgia imediata. Existe, sim, um debate na literatura científica sobre a remoção preventiva de sisos inclusos. Os estudos de revisões sistemáticas, como as da Cochrane Collaboration, indicam que ainda há limitações nas evidências para recomendar a extração de todos os terceiros molares assintomáticos.

Então, como decidir?

A resposta está na avaliação individualizada.

Fatores como posição do dente, idade do paciente, presença de inflamação, dificuldade de higienização e risco de dano ao dente vizinho devem ser cuidadosamente analisados. Exames de imagem, como radiografias panorâmicas ou tomografias, ajudam a prever possíveis complicações futuras.

Outro aspecto relevante é o tempo. A ciência mostra que, quanto mais jovem o paciente, menos complicada é a cirurgia e mais rápida a recuperação. Após os 30 anos, há maior chance de complicações, como dificuldade de cicatrização e proximidade das raízes destes dentes, nesta fase completamente desenvolvidas, estarem em íntimo contato com estruturas importantes, como o nervo alveolar inferior.

Isso levanta uma questão importante: esperar pode tornar a cirurgia mais complexa.
Estudos publicados por Louis K. Rafferty indicam que a remoção de terceiros molares em pacientes jovens está associada a menor taxa de complicações pós-operatórias quando comparada a pacientes mais velhos. Portanto, em alguns casos, a remoção preventiva pode ser considerada uma estratégia para evitar problemas futuros mais difíceis de tratar.

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Nem todo mundo precisa tirar o siso

Outro mito comum é que “todo mundo precisa tirar o siso”. Isso não é verdade.
Há pessoas que possuem espaço suficiente para a erupção normal dos terceiros molares e conseguem higienizá-los adequadamente, sem qualquer prejuízo à saúde bucal. Nesses casos, a manutenção do dente pode ser perfeitamente segura.

O mais importante é compreender que a decisão não deve ser baseada apenas na presença ou ausência de sintomas, mas sim em uma análise criteriosa do risco-benefício.
Hoje, a odontologia moderna caminha para uma abordagem mais personalizada, baseada em evidências científicas e nas características individuais de cada paciente.

Se você tem dúvida sobre seus dentes do siso, o melhor caminho é procurar um cirurgião-dentista ou especialista em cirurgia bucomaxilofacial. Somente uma avaliação completa poderá indicar a melhor conduta para o seu caso.

Cuidar da saúde bucal é também cuidar da sua saúde geral. E, quando o assunto é siso incluso, informação de qualidade faz toda a diferença para uma decisão segura e consciente.

 

FONTE: Folha Vitória.

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