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Brasil

Justiça ordena penhora de pagamentos da CazéTV a Romário

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A Justiça ordenou que a verba que o senador Romário (PL-RJ) recebeu da CazéTV seja usada para quitar uma dívida de R$ 32,4 milhões. A decisão é da 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Romário está fora do Brasil participando das transmissões da Copa do Mundo. O parlamentar decidiu devolver parte do salário correspondente aos dias em que esteve nos Estados Unidos.

Conforme a decisão judicial, a CazéTV deve apresentar a íntegra dos contratos firmados com Romário, além de propostas, notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamento e outros documentos sobre a contratação de Romário.

A dívida de R$ 32,4 milhões, que será quitada, decorre de uma ação de cumprimento de contrato movida pela Koncretize Projetos e Obras Ltda. contra Romário e a empresa dele. O processo, que corre sob segredo de Justiça, está em fase de cumprimento de sentença.

A dívida já provocou a penhora de um imóvel, uma lancha e um Porsche, além de restrições via Renajud sobre um Audi e um Peugeot ligados ao senador. As informações são da coluna Manoela Alcântara.

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Brasil

76 mil carros: corrida contra alta de imposto leva importações pelo ES a recorde histórico

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Junho de 2026 ficará marcado como um divisor de águas para o comércio exterior do Espírito Santo. Não apenas porque o Estado importou 76.887 automóveis de passageiros, o equivalente a US$ 1,448 bilhão (R$ 7,4 bilhões) , mas porque esse foi o último mês antes da nova etapa de recomposição do imposto de importação sobre veículos eletrificados. Desde 1º de julho passou a valer o importo de 35%. O mercado sabia que o custo aumentaria. Por isso, antecipou embarques, acelerou desembaraços e transformou junho no maior mês da história para as importações de carros pelo Espírito Santo.

O efeito aparece de forma clara nos dados do Comex Stat e depurados pelo Sindiex. Os automóveis de passageiros responderam por 63,2% de todas as importações capixabas em junho. No acumulado do semestre, foram 214.731 veículos e US$ 3,96 bilhões (R$ 20,3 bilhões), participação equivalente a 44,6% da pauta estadual. Quando entram na conta os veículos de carga e usos especiais, o setor automotivo passa a representar 57,3% de tudo o que o Espírito Santo importou entre janeiro e junho. Poucos segmentos exercem tamanho peso sobre a economia estadual.

Protagonismo do ES permanece

A evolução mensal explica o comportamento do mercado. Janeiro registrou pouco mais de 14 mil veículos. Fevereiro repetiu praticamente o mesmo volume. Março dobrou esse patamar. Maio já mostrou uma corrida antecipada. Então veio junho, com quase 77 mil unidades, um salto que dificilmente aconteceria sem a pressão provocada pelo calendário tributário.

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O movimento faz sentido econômico. Importadoras e montadoras anteciparam nacionalizações para aproveitar a alíquota menor. Cada veículo internalizado antes de julho preservou margem, reduziu custo e aumentou competitividade. Em importações que envolvem milhares de automóveis, uma diferença de poucos pontos percentuais na tributação representa dezenas de milhões de reais. A conta é simples: importar antes custava menos.

O perfil dos veículos reforça essa leitura. Os híbridos plug-in lideraram o desembarque, com 32.174 unidades. Os elétricos vieram logo atrás, com 24.687 veículos, enquanto os híbridos convencionais alcançaram 17.444 unidades. Ou seja, justamente os modelos mais impactados pela recomposição gradual do imposto puxaram o recorde histórico de importações.

Importações se acomodam

A tendência agora muda de direção. O volume observado em junho dificilmente se repetirá nos próximos meses. Parte da demanda do segundo semestre foi antecipada para aproveitar a janela tributária. Isso deve provocar uma acomodação natural das importações. Quem analisar apenas julho ou agosto poderá concluir, de forma equivocada, que o mercado esfriou. Na prática, uma parcela importante das compras já entrou no país.

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Isso, porém, não significa perda de protagonismo para o Espírito Santo. Muito pelo contrário. O Estado consolidou uma vantagem competitiva que vai muito além do imposto. Os portos especializados, a eficiência operacional, a rede de centros de distribuição, a experiência dos operadores logísticos. Bem como a proximidade com as principais rotas de distribuição nacional continuam sendo ativos difíceis de replicar.

A decisão sobre onde importar deixou de depender apenas do incentivo tributário e passou a considerar custo logístico, velocidade e previsibilidade.

O futuro, portanto, tende a ser diferente, mas não menor. O Espírito Santo provavelmente deixará de registrar picos extraordinários como o de junho, provocados por mudanças regulatórias. Em compensação, deve consolidar um fluxo mais estável e sofisticado de importações, impulsionado pela chegada de novas montadoras chinesas, pela expansão dos veículos eletrificados e pela maturidade da cadeia logística instalada no Estado.

Junho encerrou uma fase de vantagem tributária. Ao mesmo tempo, mostrou que o Espírito Santo já construiu outra vantagem, mais importante e duradoura. Tornou-se o principal hub brasileiro para a importação de veículos.

 

Fonte: Folha Vitória.

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Brasil

Morre homem que fez festa para celebrar o próprio velório em vida

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Morreu aos 49 anos, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, o advogado Tiago Martins Pitthan, que ficou conhecido por organizar o próprio velório ainda em vida após descobrir que tinha um câncer de estômago em estágio avançado. Neste domingo (5), já internado, Tiago gravou um último vídeo com uma mensagem de despedida, na qual disse estar em paz e agradeceu pela trajetória que viveu.

– Estou bem, em paz, feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa e é isso. Eu venci. Um beijo do Bom Sujeito – declarou.

A despedida refletiu a forma como o advogado escolheu enfrentar a fase final da doença. Após ser informado de que o câncer não tinha possibilidade de cura, Tiago decidiu aproveitar o tempo restante realizando desejos antigos e criando novas lembranças ao lado das pessoas próximas.

Entre essas iniciativas esteve a organização do próprio velório, realizado em 30 de maio, em um antigo galpão de uma cervejaria na capital sul-mato-grossense. O evento reuniu familiares, amigos e outras pessoas para uma celebração da vida conduzida pelo próprio Tiago.

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A programação incluiu apresentações de bossa nova, samba e rock, além de rodas de conversa, um flash mob e um aquarelista que registrou a celebração em uma pintura produzida durante o evento. O advogado também realizou um antigo sonho ao subir ao palco para tocar guitarra, instrumento que começou a aprender somente após o avanço da doença.

Antes mesmo da festa, Tiago ainda decidiu viver experiências que desejava realizar. Em uma viagem a Bonito (MS), desceu de rapel cerca de 70 metros até o Abismo Anhumas e, no dia seguinte, saltou de paraquedas.

O câncer foi diagnosticado em março de 2024, depois que ele passou a apresentar dificuldades para se alimentar durante uma viagem de Réveillon. Exames identificaram um adenocarcinoma gástrico, o tipo mais comum de câncer de estômago.

Inicialmente, a equipe médica planejava retirar o estômago por meio de cirurgia. No entanto, durante o procedimento foram encontradas metástases no intestino, no peritônio e sinais de comprometimento pulmonar, tornando inviável o tratamento com intenção curativa.

A partir de então, Tiago passou a realizar quimioterapia paliativa e imunoterapia, com o objetivo de controlar o avanço da doença e preservar sua qualidade de vida. Mesmo enfrentando limitações físicas e os efeitos do tratamento, manteve a rotina de trabalho e outras atividades pelo maior tempo possível.

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Nos últimos meses, também organizou questões práticas relacionadas à sua ausência, como a guarda de senhas, a destinação de objetos pessoais e outras decisões. O velório tradicional, porém, foi deixado para que a família decidisse após sua morte.

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