O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se pronunciou nesta quarta-feira (13), no X, sobre a divulgação de áudios e mensagens trocadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a respeito do financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. As conversas aconteceram antes da primeira prisão do banqueiro.
Na publicação, Nikolas pediu cautela diante dos fatos revelados e voltou a cobrar a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master e as relações envolvendo o banqueiro.
– Não acredito em condenações precipitadas, assim como também acredito que transparência é sempre o melhor caminho – escreveu o deputado.
O deputado ressaltou que Flávio Bolsonaro já apresentou sua versão dos fatos e negou qualquer irregularidade na relação com Vorcaro. Na mesma publicação, Nikolas questionou o destaque dado ao caso envolvendo Flávio em comparação com outros episódios recentes, como as investigações relacionadas ao INSS e os contratos milionários envolvendo o Banco Master e autoridades ligadas ao governo Lula.
– São muitos os escândalos que nosso país vem sofrendo. São notícias diárias de proporções gigantescas, como o escândalo do INSS ou dos contratos milionários envolvendo o Banco Master e ministros, além de pessoas ligadas ao governo Lula. E a pergunta que fica é: por que nenhuma tem a repercussão e indignação do que aconteceu hoje? – afirmou.
Nikolas também questionou por que, segundo ele, não haveria a mesma mobilização para investigar o financiamento de filmes ligados a outras figuras políticas, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Michel Temer (MDB).
– Por que não há a mesma intenção de criminalizar o financiamento dos filmes de Lula e Temer feitos por Vorcaro? São essas e outras milhares de perguntas que precisam ser esclarecidas – declarou.
Ao final, o deputado defendeu que a única forma de esclarecer os fatos envolvendo Daniel Vorcaro seria por meio da instalação de uma CPMI no Congresso.
– Só há uma forma de elucidar todos os fatos envolvendo o Banco Master e as ações do Vorcaro: a instalação da CPMI. Quem agora silenciar, estará acusando o seu medo e, consequentemente, sua culpa – concluiu.
A manifestação ocorre após uma reportagem publicada pelo site Intercept Brasil divulgar que Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões ao filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro.
Mensagens e áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro teriam mostrado o senador cobrando Vorcaro pelo envio de recursos ao projeto. Em uma das gravações divulgadas, Flávio demonstra preocupação com atrasos nos pagamentos e com possíveis desgastes junto a profissionais internacionais envolvidos no longa.
De acordo com o Intercept, parte dos recursos teria sido transferida pela empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e supostamente controlado por aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Ambas participaram da posse dos ministros Nunes Marques e André Mendonça
Durante a cerimônia de posse da nova presidência do Tribunal Superior Eleitoral, nesta terça-feira (12), Michelle Bolsonaro e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, sentaram próximas na plateia do evento.
Na mesma fileira também estava a governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão. Em determinado momento, Viviane chamou a atenção de Michelle e pareceu indicar algo relacionado às cadeiras. Não foi possível identificar o teor da conversa.
A cerimônia marcou a posse dos ministros Nunes Marques e André Mendonça como presidente e vice-presidente do TSE. Ambos foram indicados ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nunes Marques chegou a convidar Bolsonaro para acompanhar a posse, mas o ex-chefe do Executivo não compareceu por estar em prisão domiciliar.
O diretor da Futura Inteligência, José Luiz Orrico, avalia que a disputa pela Presidência da República nas Eleições 2026 segue disputada e deve ser definida nos detalhes entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A Futura Inteligência divulgou o resultado da pesquisa eleitoral de maio na tarde desta segunda-feira (11), que mostra empate técnico entre os dois candidatos no primeiro e no segundo turno.
Orrico identificou uma melhora de Lula em relação ao último mês, que diminuiu a distância para Flávio no segundo turno: 46,9% a 44,4% a favor do bolsonarista. Em abril, a pesquisa apontava vitória para o senador: 48% a 42,6%.
Ao mesmo tempo, o diretor também percebeu crescimento no desempenho de Flávio na pesquisa espontânea. O pré-candidato do PL teve crescimento acima da margem de erro, passando de 22,9% para 27,8%. Assim, ele diminuiu a distância para Lula, que era de 12,6, para 7,1 pontos percentuais.
A eleição está disputada e sem vencedor claro. Cada mês temos que acompanhar porque pode ir mudando. A eleição vai ser definida por pequenos detalhes.
José Luiz Orrico, diretor da Futura Inteligência
Diretor da Futura avalia que a identificação do eleitor influencia mais que os projetos dos candidatos
A pesquisa Futura também perguntou aos eleitores sobre medidas do governo Lula e como isso influencia o voto. As perguntas abordam a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o lançamento de um programa de renegociação de dívidas e a proposta de implementar a Tarifa Zero em ônibus urbanos.
José Luiz Orrico, diretor da Futura Inteligência. Foto: Thiago Soares/Folha Vitória
Segundo os dados, diante dessas informações, a maioria dos eleitores respondeu que não vota no presidente de jeito nenhum. De acordo com Orrico, isso se soma ao fato da resistência ser alta contra o presidente. Para ele, a eleição tende a ser definida mais por “pessoas” do que pelos projetos.
A eleição é definida mais pelas pessoas que pelos projetos. A resistência é muito grande. Mais do que os programas, o importante é o candidato convencer o eleitor.
José Luiz Orrico, diretor da Futura Inteligência
Por isso, o diretor afirma que a rejeição dos candidatos tende a ser determinante nesse cenário de eleição polarizada. As rejeições dos dois principais candidatos estão em empate técnico, com Lula registrando 47,4% e Flávio, 43,8%.
Orrico também observou que, mesmo a cerca de cinco meses do primeiro turno das eleições, o eleitorado segue “desativado”. Segundo Orrico, a população sabe que terá eleições em outubro e que Lula e Flávio são candidatos, mas a corrida eleitoral ainda não é algo importante na vida da maioria dos eleitores.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03678/2026. Ela foi realizada por telefone com 2 mil eleitores com 16 anos ou mais, de 870 cidades, de todas as regiões do Brasil, entre os dias 4 e 8 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O índice de confiança é de 95%.