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Rumos da Política

Rumos da Política | Agosto – 1ª edição

Publicado

Por Paulo Roberto Borges

 

O antes e o depois

É recorrente. Toda vez que passam as eleições e os resultados começam a revelar, para alguns, escolhas equivocadas dos eleitores de São Mateus, ressurge a velha conversa de que o eleitor mateense só vota “nos de fora” e não prestigia “os de dentro” do município. Nesse momento, muitos dizem que vão fazer de tudo para mudar essa postura, essa realidade. É o discurso que se espalha pelas ruas, avenidas, becos e até pelas sarjetas da cidade.

Mas isso tem nome: hipocrisia.

Para comprovar essa realidade, basta um olhar mais crítico sobre o período eleitoral deste ano. O discurso continua o mesmo. Porém, aqueles que falam nem sempre fazem. E, antes mesmo de a campanha começar, muitos já “elegeram” seus preferidos — justamente aqueles que estão fora da política municipal.

A eleição para o Senado e para o Governo do Estado é outra discussão. Refiro-me, especificamente, às disputas para deputado estadual e deputado federal.

Lembro que, tempos atrás, ouvi de integrantes da atual composição da Câmara Municipal a defesa de que o Legislativo mateense deveria ter um representante nas eleições para o Parlamento Estadual, principalmente. O tempo passa, porém, e as escolhas e opiniões parecem mudar.

Agora, muitos votam em candidaturas de fora e não demonstram o mesmo entusiasmo pelos próprios pares que decidiram disputar a eleição. É o caso dos vereadores Branco da Penal (PP) e Isamara da Farmácia (União Brasil). Até aqui, não ouvi manifestações significativas de apoio às candidaturas dos dois. Ao contrário: ouvi colegas de Parlamento enaltecendo candidaturas de fora, apresentadas como capazes de atender às demandas do município.

Convenhamos: há aí uma certa covardia política. Afinal, quem já possui mandato ou ocupa espaços de poder no Governo tem instrumentos para “abastecer” seus aliados e atender demandas em seus redutos eleitorais. Isso cria uma relação de força que dificilmente pode ser ignorada.

É importante fazer uma distinção. Os candidatos locais que atualmente exercem mandato de vereador podem destinar suas emendas impositivas para atender demandas do próprio município. E essas emendas chegam diretamente à população local, independentemente de interesses eleitorais maiores ou de conveniências de ocasião.

Portanto, cai por terra, ao menos em parte, a narrativa de que é preciso votar “nos candidatos de dentro de casa”, em vez daqueles que só aparecem no município para bater à porta, principalmente em período eleitoral.

Leia mais:  Rumos da Política – 1ª edição de maio

E o mais curioso é que alguns desses candidatos de fora ainda contam com o
apoio do próprio “dono da casa”.

Então, não há como fugir da palavra: hipocrisia.

São Mateus tem seus candidatos. E tem, principalmente, candidatos que são filhos da terra: nasceram, cresceram, construíram suas histórias e continuam vivendo no município. Parece, entretanto, que isso, por si só, ainda não é
suficiente para conquistar o voto e o apoio de parte daqueles que, em outros momentos, defendem justamente a valorização dos nomes locais.

Também é verdade que os candidatos da terra precisam se qualificar cada vez mais. Precisam chegar ao eleitor apresentando projetos, bandeiras, propósitos e, acima de tudo, compromisso verdadeiro com a população e com o
desenvolvimento do município.

Mas sabemos que a política real nem sempre funciona assim.

Os grupelhos e as camarilhas continuam contando com o apoio daqueles que, em alto e bom som, proclamam: “Eu amo São Mateus!”

Só que, na hora de votar, muitos acabam escolhendo quem parece amar São Mateus apenas por conveniência — e, muitas vezes, durante os breves 45 dias de uma campanha eleitoral.

Depois, passada a eleição, o discurso volta a ser o de sempre: é preciso valorizar os candidatos da terra.

Até a próxima eleição, é claro.

 

As doações e os nomes dos contemplados

Existe um dossiê — chamado, pelos mais puritanos, de “levantamento” — que reúne informações sobre doações e supostas “vendas” de áreas públicas pertencentes ao município de São Mateus. Pelo que se ouve aos quatro cantos, o documento pode trazer nomes de gente graúda, políticos e até de pessoas próximas ao ex-rei que comandou o município durante oito anos.

Se as denúncias forem confirmadas e ficar comprovada a existência de irregularidades, não basta apenas fazer barulho. É preciso responsabilizar quem tiver cometido ilícitos, buscar a retomada das áreas públicas e, se a Justiça assim determinar, aplicar as penas cabíveis aos envolvidos.

Mas existe uma pergunta que não quer calar: quem são os contemplados?

A população tem o direito de saber os nomes de todos os beneficiários, sem exceção, independentemente de sobrenome, influência política, amizade ou proximidade com quem quer que seja. Transparência não pode ter endereço, partido ou sobrenome.

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Se o dossiê realmente existe e reúne documentos capazes de comprovar o que está sendo comentado, que venha a público. Que sejam apresentados os fatos, os documentos e os nomes.

Afinal, São Mateus já viu muita coisa acontecer nos bastidores. Agora, talvez seja hora de abrir as cortinas.

E, se ainda houver quem acredite que Papai Noel existe, talvez também acredite que todas essas áreas públicas tenham simplesmente desaparecido por obra do acaso.

 

Zig Zag Político

Enigmático – O vereador da oposição solitária, Raphael Barboza (PDT), adotou uma postura diferente na sessão da Câmara Municipal de São Mateus, na última segunda-feira (10). Esteve mais contido. Baixou sua metralhadora
giratória. Não se sabe se é para render as evidências ou se é apenas para recarregá-la.

Ressuscitação – Já se fala na volta do grupo SOS São Mateus, que atuou no período da nefasta administração do ex-prefeito Daniel Santana, vulgo Da Açaí.

 

Absurdo – A ditadura da Toga no Brasil é uma realidade. Pelo menos se formos analisar a perseguição de um ministro da Suprema Corte contra um jornalista e sua fonte, pelo simples fato de ter denunciado uma suposta ação
ilegal no uso de um carro oficial do ministro Dino que o colocou à disposição de familiares no Maranhão.

Fato – Quando não existe liberdade de imprensa, não existe democracia. Aqui, ali, acolá.

Economia em frangalhos – A incompetência do governo Lula está implementando a receita que bem conhece: destruição da economia brasileira. O rombo é gigantesco.

Moda – As escolhas de vereador para compor como vice em chapa majoritária virou realidade. Ricardo Ferraço (MDB) escolheu o vereador de Vitória Camillo Neves (PP) e Helder Salomão (PT) a vereadora de São Mateus, Professora Valdirene (PT).

Será? – Analistas políticos mateense estão vendo em seus sonhos que o ex-prefeito Daniel Santana (PP), tem amplas possibilidades de ser o mais votado para ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa. A consumação somente quando a realidade das urnas disser.

 

Escândalo – O Espírito Santo tem o seu Banco Master para chamar de seu. Trata-se da Apex Empresarial. Tem gente graúda envolvida e muitos investidores lesados.

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Rumos da Política

Rumos da Política | 2ª edição de julho

Publicado

Por Paulo Roberto Borges
União dos Poderes para reconstrução do Município
A Câmara Municipal de São Mateus é uma das mais antigas do Brasil. Ao longo de sua história, inúmeros parlamentares passaram por seus plenários e deixaram suas marcas, para o bem ou para o mal. O Legislativo mateense sempre desempenhou um papel fundamental na construção da trajetória de um dos municípios mais importantes para o desenvolvimento do Espírito Santo e do Brasil.
Em sua longa existência, a Câmara já foi palco de episódios inusitados e marcantes. Entre eles, um vereador que chegou a sapatear sobre a Mesa Diretora, um prefeito que sacou uma arma de fogo durante uma sessão plenária, provocando correria entre vereadores e o público presente, além de acontecimentos históricos, como a recusa em reconhecer oficialmente a Independência do Brasil antes que o tema fosse apreciado e aprovado pelo plenário — fato que somente ocorreu em janeiro de 1823.
Na atual legislatura, composta por 11 vereadores — número que já foi de 17 —, a principal característica é o alinhamento entre o Legislativo e o Executivo. Essa sintonia, no entanto, não elimina as responsabilidades constitucionais da Câmara, que incluem elaborar e aprovar leis, fiscalizar a aplicação dos recursos públicos pelo Executivo e analisar, discutir e votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), entre outras atribuições.
De acordo com lideranças da política local, a boa relação entre Câmara e Prefeitura não deve ser interpretada como omissão ou submissão do Legislativo. Segundo essa avaliação, a convergência de esforços decorre do cenário de desorganização administrativa e financeira encontrado pela atual gestão. Diante desse contexto, a prioridade tem sido a reconstrução do município, exigindo a união de forças em torno de objetivos comuns, como a recuperação das finanças públicas, a melhoria dos serviços essenciais e a reorganização da cidade e de seus distritos.
Quem terá o apoio do prefeito Marcus?
As eleições se aproximam e o processo eleitoral será oficialmente deflagrado no próximo mês. Alguns nomes alinhados ao Executivo municipal deverão disputar o pleito contando com o apoio do prefeito Marcus Batista (Podemos).
Na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa, já se apresentam como pré-candidatos os vereadores Branco da Penal (PL), Isamara da Farmácia (União Brasil), Daniel Santana (Federação PP-União Brasil), Carlinhos Lyrio (Agir) e Rodrigo Cozivip (PSD), irmão do prefeito. Para a Câmara dos Deputados, o apoio do grupo governista está definido em favor de Gilson Daniel (Podemos), que buscará a reeleição. Vale lembrar que o parlamentar mantém forte influência junto ao Executivo mateense, fruto da parceria política consolidada desde as eleições municipais de 2024.
A principal incógnita envolve a possibilidade de apoio à pré-candidatura de Branco da Penal. O impasse estaria no fato de o vereador integrar o PL, partido que, nos cenários estadual e nacional, faz oposição ao Podemos. Além disso, o presidente estadual da legenda, senador Magno Malta, dificilmente admitiria uma aproximação com partidos identificados com a esquerda. Em São Mateus, no entanto, as questões ideológicas costumam perder espaço para os interesses políticos locais.
Nesse contexto, Rodrigo Cozivip (MDB) deverá receber o apoio do irmão, o prefeito Marcus Batista. Esse, ao que tudo indica, é um ponto pacífico. Já a vereadora Isamara da Farmácia (União Brasil), pela lealdade demonstrada ao longo do mandato, tende a contar com um apoio mais discreto. A expectativa é de que o prefeito não manifeste esse apoio de forma explícita, embora, na política, existem maneiras menos convencionais de prestigiar aliados, sobretudo quando pertencem a legendas diferentes.
No caso de Rodrigo Cozivip, pesa ainda o fato de estar no mesmo partido do governador Renato Casagrande (PSB), pré-candidato à reeleição, circunstância que amplia seu capital político.
Quanto ao União Brasil, em princípio não há obstáculos para uma composição. O presidente da Assembleia Legislativa e da legenda no Espírito Santo, Marcelo Santos, é reconhecido pelo pragmatismo político. Assim, uma eventual candidatura de Isamara, ainda que receba apenas um apoio discreto do prefeito, poderá fortalecer o projeto político do dirigente, que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Os demais nomes que, até o momento, demonstraram disposição para entrar na disputa não possuem qualquer perspectiva de aproximação com a atual gestão. Carlinhos Lyrio (Agir), mais uma vez, coloca seu nome à disposição do eleitorado. É oposicionista, possui capital político e um eleitorado consolidado, fatores importantes para sustentar uma candidatura.
Daniel Santana, conhecido como “Da Açaí”, também pretende disputar uma vaga de deputado estadual. Se em algum momento houve expectativa de reaproximação com a atual administração, essa possibilidade foi encerrada ainda no ano passado. Antes orbitava nos arredores da Prefeitura; hoje, busca espaço em outro grupo político — isso, evidentemente, caso a Polícia Federal e a Justiça não voltem a alcançá-lo.
Vale destacar que Daniel é filiado à federação formada por PP e União Brasil. Isamara também integra esse agrupamento partidário, mas, desde o início de seu primeiro mandato, sempre se posicionou de forma independente em relação ao grupo político do ex-prefeito. Assim, não há como classificá-los como aliados políticos.
Como diz o ditado popular, não se mistura óleo com água. São projetos e posturas incompatíveis. Na avaliação dos apoiadores da vereadora, ela representa um caminho distinto, pautado por princípios e por uma atuação política própria.
Freitas (PSB), por sua vez, não tem qualquer possibilidade de receber o apoio do prefeito, ainda que o ex-governador venha a interceder em seu favor. Evidentemente, todas essas avaliações permanecem no campo das conjecturas, como ocorre em toda análise política realizada antes das definições eleitorais. Para deputado federal, o apoio de Marcus Batista está consolidado em favor de Gilson Daniel.
As eleições deste ano serão relevantes não apenas pelo impacto no cenário estadual, mas também pelos reflexos que poderão produzir na política nacional.
Presidente prioriza o diálogo com seus pares
A Câmara Municipal de São Mateus vive, atualmente, um ambiente de estabilidade política e institucional, resultado da postura conciliadora adotada pelo presidente da Casa, Wanderlei Segantini (MDB). Apostando no diálogo e na construção de consensos, o parlamentar tem conseguido preservar a unidade do Legislativo e garantir aos vereadores as condições necessárias para o exercício de seus mandatos com autonomia e dignidade.
O Parlamento mateense é composto por 11 vereadores. Destes, dez integram ou apoiam a base do Executivo municipal. A única exceção é o vereador Raphael Barboza (PDT), que deixou o grupo governista e passou a atuar na oposição.
Já a vereadora Professora Valdirene (PT) declara-se independente. Na prática, porém, em diversas votações acompanha a base do governo, desde que, em sua avaliação, não exista motivos que justifiquem posicionamento contrário.
Com simplicidade, habilidade política e firmeza, Wanderlei Segantini vem conduzindo a Presidência da Câmara de forma equilibrada, apostando no diálogo e na conciliação, inclusive com a chamada “ovelha desgarrada…”
Apoio – A vereadora Isamara da Farmácia deverá contar com o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), que pretende disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
E agora? – De acordo com a Polícia Civil, quatro adolescentes foram identificados como responsáveis pelos incêndios que destruíram dois ônibus e um caminhão. Permanecem em liberdade e poderão ser encaminhados a uma instituição socioeducativa, onde a medida poderá durar, no máximo, três anos. O episódio reacende o debate sobre a legislação aplicada aos atos infracionais praticados por adolescentes.
O predador – O vereador Raphael Barboza (PDT), que já integrou a base de apoio do prefeito Marcus Batista na Câmara, agora concentra sua atuação política em fiscalizar e criticar a administração municipal. Segundo o próprio parlamentar, trata-se do exercício de sua função fiscalizadora. Nos bastidores, porém, as chamadas “Bocas de Matilde” comentam que, por trás dessa postura, estaria a influência do grupo político do ex-prefeito Daniel Santana.
Fato – Lula quando preso por corrupção, recebia autoridades, recebeu o presidente do Uruguai e até dava entrevista. Bolsonaro não pode receber nem a família. Esquisito, não?
Escolhas – O ex-governador Renato Casagrande (PSB), declarou seu apoio à reeleição do presidente Lula (PT); seu adversário, o ex-prefeito de Vitória, Pazolini (Republicanos) vai apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
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Rumos da Política

Rumos da Política | Edição de julho

Publicado

Por Paulo Roberto Borges

 

Receituário para curar mazelas deixadas

Em São Mateus, acontecem fatos que parecem exigir um estudo sociológico mais aprofundado. Diversos governantes passaram pela administração municipal e, cada um a seu modo, deixou sua marca e seu legado. Até que surgiu um verdadeiro “tornado” político, que devastou grande parte do que havia sido construído, deixando um cenário de terra arrasada. O mais intrigante é que muitos de seus apoiadores foram cúmplices desse processo e, ainda hoje, permanecem resquícios desse grupo, inclusive na composição da Câmara Municipal.

Com a eleição do atual prefeito, Marcus Batista (Podemos), esse cenário de destruição começou, gradativamente, a ficar para trás. O município vive um processo de reconstrução, com obras, investimentos e ações voltadas para a recuperação da cidade e da autoestima da população. Ainda assim, há quem aposte na lógica do “quanto pior,
melhor” e insista em tentar desqualificar a administração e o trabalho de alguns vereadores.

A atuação da atual gestão, pautada pelo zelo com os recursos públicos e pelo compromisso com a população, tem sido alvo de críticas e ataques que, muitas vezes, carecem de fundamentos. Curiosamente, parte dessas investidas parte justamente de quem pouco ou nada fez para garantir mais dignidade e qualidade de vida aos cidadãos mateenses durante os anos em que esteve no poder.

A receita prescrita pelo prefeito para enfrentar e corrigir as mazelas herdadas da administração anterior não agrada aos vivandeiros das velhas práticas e das falcatruas que marcaram aqueles oito anos de decadência administrativa. Afinal, para quem se beneficiava do caos, a reconstrução nunca será uma boa notícia.

 

Perseguição sem fundamento

Sejamos justos. Desde que assumiu seu mandato, a vereadora Isamara da Farmácia (União Brasil) tem demonstrado seriedade e comprometimento no exercício de suas funções parlamentares. Durante a gestão do ex-prefeito Daniel Santana, atuou de forma firme na oposição, destacando-se, entre outras ações, pela presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Viação São Gabriel. Os trabalhos da comissão revelaram diversas irregularidades envolvendo a concessionária e a própria Prefeitura, relacionadas ao cumprimento das cláusulas do contrato de concessão do transporte coletivo de São Mateus.

Na atual legislatura, Isamara mantém a mesma postura responsável e propositiva. Embora integre a base de apoio do Executivo, não tem deixado de apresentar demandas da população nem de fazer críticas quando considera necessário. Essa independência e atuação constante, ao que tudo indica, têm motivado ataques nas redes sociais, supostamente promovidos por apoiadores do ex-prefeito, cuja administração, é oportuno lembrar, deixou o município em uma situação bastante delicada.

É lamentável que uma parlamentar reconhecida pelo trabalho em favor da coletividade seja alvo de ataques justamente por aqueles que, quando tiveram a oportunidade de governar, pouco contribuíram para o desenvolvimento do município. Trata-se de uma inversão de valores e de uma atitude que pouco acrescenta ao debate público. Até o momento, a vereadora tem pautado sua atuação pela correção, pela ética e pela defesa de políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população, especialmente das pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

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Como dizia o saudoso colunista Ibrahim Sued: “Os cães ladram, e a caravana passa”.

 

Resposta à sociedade

Finalmente chegou às mãos do vereador Branco da Penal todo o levantamento que ele solicitou sobre as áreas públicas supostamente “vendidas” ou doadas durante a antiga gestão de São Mateus. Segundo informações, o dossiê reúne mais de 500 páginas e cita vereadores, servidores da Prefeitura e outras pessoas envolvidas.

No entanto, o trabalho ainda não está concluído. É preciso apresentar à sociedade todo o conteúdo apurado, inclusive a identificação dos envolvidos, respeitados o devido processo legal e o direito de defesa. Caso contrário, qual seria a finalidade da investigação?

A sociedade mateense tem o direito de conhecer a verdade e exige toda a transparência que o caso requer. Da mesma forma, espera a restituição do que eventualmente tenha sido retirado do patrimônio público, sempre separando o joio do trigo.

 

São Mateus e a força de seus próprios representantes

São Mateus é o município que mais se destaca no Norte capixaba, tanto pelos aspectos positivos quanto pelos negativos. A diferença é que os avanços têm sido observados na atual gestão, enquanto os episódios ruins e até trágicos ficaram no passado recente, quando Daniel Santana (Açaí) esteve à frente da administração municipal.

Quando observamos as potencialidades do município — que vão da riqueza cultural à força econômica — surge um questionamento inevitável: por que São Mateus demorou tanto a decolar e a superar o atraso, a mentalidade retrógrada e a política rasteira que por anos marcaram sua trajetória?

Além de suas inúmeras potencialidades, o município possui um expressivo colégioeleitoral, com mais de 90 mil eleitores. Diante disso, cabe outra pergunta: por que São Mateus ainda não consegue eleger deputados contando predominantemente com os votos de seus próprios munícipes? Os representantes que conquistaram mandatos no
passado precisaram buscar apoio em municípios vizinhos para alcançar a votação necessária à eleição.

Para o próximo pleito, algumas pré-candidaturas genuinamente mateenses já estão colocadas. E vale ressaltar que aqueles que escolheram São Mateus para viver há muitos anos também podem ser considerados mateenses de coração. Estão na linha de largada — ainda em fase de preparação — os pré-candidatos Daniel da Açaí (PP), Isamara da Farmácia (União Brasil), Carlinhos Lírio (Agir), Rodrigo da Cozivip (MDB), Branco da Penal (PL) e Max do Povo. Todos manifestam a intenção de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Não é possível que um município com a importância e o tamanho de São Mateus não tenha uma opção local capaz de merecer a confiança do eleitorado.

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O curioso é que o discurso de prestigiar os filhos da terra costuma surgir apenas em períodos eleitorais. Na hora decisiva, quando o voto precisa ser depositado na urna, muitos acabam se esquecendo dos candidatos locais. Preferem apoiar nomes de fora, que visitam o município apenas esporadicamente, quase como médicos em rápida
passagem.

Por outro lado, também não se pode isentar os próprios candidatos da terra de sua parcela de responsabilidade. Muitos não se preparam adequadamente, não estudam os problemas do município e tampouco defendem, de forma consistente, bandeiras voltadas ao desenvolvimento de São Mateus e à melhoria da vida de seus cidadãos.

Dessa forma, a responsabilidade é compartilhada. Há culpa dos políticos, dos eleitores e
até daqueles que preferem a omissão, adotando a postura confortável dos isentos.

 

Trabalhador – O prefeito Marcus Batista (Podemos) vinha sendo criticado por sua pouca experiência política. Esse suposto “defeito”, porém, fez com que, em vez de perder tempo com discursos vazios, se dedicasse ao trabalho e à entrega de resultados para a população, que permaneceu carente de serviços públicos essenciais durante oito anos.

Atacante – O vereador de oposição, uma espécie de Robson Crusoé sem rádio de pilha em uma ilha deserta, montou seu arsenal para atacar a atual gestão municipal. Voltou sua metralhadora contra quem, até pouco tempo atrás, era alvo de seus elogios e admiração. Chegou, inclusive, a fazer ofensas pessoais. Pelo visto, a consequência será o isolamento político, tornando-se um lobo solitário na Câmara Municipal de São Mateus.

Leitura importante – O renomado juiz Alcenir José Demo está lançando uma obra de grande relevância para quem deseja ampliar seus conhecimentos, especialmente neste momento vivido pelo País. O livro Eleições no Estado Democrático de Direito já está disponível e pode ser adquirido pelo telefone (31) 98309-7688 ou pelo site
www.conhecimentolivraria.com.br.

Tarifaço e etc. – O presidente Lula não demonstrou empenho em negociar a questão das tarifas impostas ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos. O impasse se arrasta desde julho do ano passado. Segundo declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, amplamente repercutidas pela imprensa internacional, o governo brasileiro não teria demonstrado interesse em buscar uma solução para o problema. Na avaliação de seus críticos, Lula estaria priorizando interesses eleitorais em detrimento da resolução do impasse e, ao mesmo tempo, atribuindo a responsabilidade pela crise à família Bolsonaro.

Para esses críticos, o governo federal tem recorrido mais ao discurso do que à entrega de resultados concretos. Citam como exemplos anúncios de obras que consideram controversos, como a inauguração de uma ponte ainda inexistente e de um canal que, segundo afirmam, não levaria água a regiões do Nordeste. Esse episódio ocorreu na
Bahia, estado governado pelo PT.

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