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Rumos da Política

Rumos da Política | Outubro — 1ª edição

Publicado

Por Paulo Roberto Borges
Ex-prefeito Amadeu Boroto é lembrado como o prefeito que iniciou a retomada do desenvolvimento de São Mateus
As eleições acabaram, mas, mesmo sem participar do pleito, o ex-prefeito de São Mateus, Amadeu Boroto (MDB), continua sendo lembrado nas rodas de conversa quando o assunto é política municipal. Reconhece-se o trabalho do atual prefeito, Marcus Batista (Podemos), mas há quem faça questão de lembrar que a retomada do desenvolvimento do município teve um de seus principais capítulos na gestão Boroto, período em que São Mateus recebeu grandes investimentos e atraiu duas empresas de destaque da economia nacional: Oxford e Marcopolo.
Com o advento da gestão do ex-prefeito Daniel Santana (PP), São Mateus, segundo a avaliação de moradores ouvidos pela reportagem, teria mergulhado em um período marcado por problemas administrativos e pelo descaso com a cidade, com reflexos diretos na prestação dos serviços essenciais. Obras de grande impacto ou estruturantes, na avaliação desses moradores, praticamente não aconteceram.
“São Mateus parou no tempo”, disse Reinaldo Mendes, morador da cidade, à reportagem. “As obras realizadas nesse período do Daniel foram, em sua maioria, do governo Casagrande”, completou.
Hoje, sob o comando de Marcus Batista, São Mateus volta a ocupar espaço de destaque no cenário político e econômico do Espírito Santo. A percepção de parte da população é de que há maior cuidado com a cidade, melhora significativa na prestação dos serviços públicos e uma recuperação da autoestima dos mateenses.
“Amadeu começou e Marcus turbinou as benfeitorias que o município tem alcançado até aqui”, destacou uma liderança comunitária de um dos bairros periféricos da cidade, que pediu para não ser identificada.
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Novas lideranças
Encerradas as eleições para o Senado, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa, algumas lições ficaram para São Mateus. O resultado das urnas também serviu para revelar nomes que podem ganhar espaço no cenário político local e outros que precisam repensar suas estratégias.
Carlinhos Lyrio (Agir) continua insistindo e acumulando derrotas eleitorais. Não parece ter conseguido se reciclar politicamente nem apresentar um diagnóstico consistente dos problemas do município e da região. Mantém o mesmo discurso desgastado, que remete à velha política, sem apresentar uma perspectiva clara de renovação.
Acreditar que entrar na cozinha da dona Mariazinha, levantar a tampa da panela e pescar um pedaço de torresmo seja suficiente para fazer política propositiva é um equívoco. Isso pode ser populismo, mas não necessariamente significa ser popular no sentido de transmitir credibilidade e apresentar propostas capazes de transformar a realidade.
Aqui não se discute o caráter pessoal de Carlinhos. É uma pessoa digna e honesta. A questão é essencialmente política: ele continua adotando uma estratégia que, até agora, o levou a acumular derrotas. Não conseguiu formar um grupo político consistente e, em determinados momentos, parece atuar como um verdadeiro exército de Brancaleone.
Por que não tentar uma eleição para a Câmara de Vereadores? Ali, provavelmente, teria condições reais de construir uma trajetória eleitoral mais consistente, a partir de uma base política própria.
Isamara e Branco: novas possibilidades
Quem surgiu como uma liderança genuinamente de raiz foi a vereadora Isamara da Farmácia. Ainda não se pode falar em uma liderança consolidada, mas há um esboço que, com alguns ajustes e amadurecimento político, pode se transformar em algo maior e levá-la a pleitear voos além da vereança.
Diferentemente de Carlinhos, Isamara tem simplicidade, utiliza uma linguagem que dialoga diretamente com a população e demonstra facilidade para interagir com o cidadão, com a dona de casa e com as pessoas comuns. Não precisa de malabarismos eleitorais para conversar, ouvir demandas e compreender as mazelas enfrentadas pelos mateenses.
Isamara também não precisa andar a reboque de nenhum grupo político. Não há necessidade de adotar a política do “sim, senhor” ou assumir a postura de “vaquinha de presépio”. Precisa se impor naturalmente, entendendo que o principal capital de um político é o voto.
Outros podem ter esse capital, mas poucos conseguem transitar por diferentes camadas sociais e transformar essa proximidade em votos. Isamara demonstrou que tem esse potencial.
Outra grata surpresa foi o vereador Branco da Penal (PL). Assim como Isamara, fez uma política possível, sem dispor de grandes estruturas ou de recursos volumosos. Teve a coragem de colocar seu nome em um cenário eleitoral difícil, até porque muitos dos chamados “leões” estavam soltos na disputa.
Rodrigo da Cozivip: o novo deputado
Com relação a Rodrigo da Cozivip (MDB), o que se pode dizer é que se tornou uma figura conhecida no cenário político local. Já havia disputado uma eleição para deputado estadual e, desta vez, conseguiu reunir os recursos e a estrutura necessários para enfrentar uma campanha em que o dinheiro, gostemos ou não, também ocupa seu espaço.
Não é fácil enfrentar tantos pedidos e tantos pedintes durante uma campanha eleitoral.
O parentesco com o prefeito Marcus Batista teve peso importante. O prefeito, seu irmão, vem realizando uma gestão com boa avaliação popular e ganhou visibilidade política ao longo do mandato. Essa exposição, naturalmente, também acabou contribuindo para a candidatura de Rodrigo.
O fato concreto é que São Mateus, depois de muito tempo, volta a ter um representante na Assembleia Legislativa. E isso, por si só, tem importância política para o município.
Os demais candidatos
Os demais candidatos que participaram do pleito por São Mateus não alcançaram relevância eleitoral expressiva, se considerarmos exclusivamente o número de votos obtidos. Mas toda eleição deixa experiência, aprendizado e lições para quem pretende continuar na vida pública.
É preciso saber interpretar as urnas. Há derrotas que encerram carreiras e outras que servem de preparação para uma nova tentativa.
Freitas: um caso à parte
Freitas (PSB), que pela segunda vez tentou uma vaga na Câmara dos Deputados, é um caso à parte.
Tem voto, competência, experiência e conhece profundamente os caminhos da política. Foi deputado estadual por quatro mandatos e, para surpresa de muitos, acumulou serviços prestados a São Mateus e a toda a região.
Em uma situação normal, teria condições de estar entre os eleitos.
Freitas fez muito pelo município e contou, durante sua trajetória, com a parceria do governo estadual e de seu principal expoente político, Renato Casagrande (PSB). Foi um deputado atuante, propositivo e dedicado.
Algumas turbulências no percurso podem ter influenciado o resultado, mas não há como afirmar isso com certeza. A política é feita de circunstâncias, alianças, conjunturas e, sobretudo, votos.
Freitas merecia estar lá? Na avaliação de muitos, sim. Mas, assim como no futebol, não existe justiça na política. Existe o resultado das urnas — e, muitas vezes, o imponderável.
Raquel Rocha
A vice-prefeita Raquel Rocha também fez valer sua condição de liderança política. Mesmo não tendo conseguido se eleger, contribuiu para que sua legenda alcançasse representação e mostrou que pretende continuar ocupando espaço no cenário político de São Mateus.
Max do Povo
O candidato a deputado Estadual, Max do Povo, tentou, foi muito presente em grupos de Whatsapp de moradores de alguns bairros de São Mateus, mesmo não morando nesses bairros, mostrando sua boa vontade e desejo de realizações – alguns moradores até o taxaram de inconveniente por estar em grupos destinados a moradores e fazer política – mas ainda não foi desta vez que conseguiu o sonhada vaga no grupo dos 30 eleitos para a ALES. Muitos disseram que após a votação não apareceu nem para agradecer os votos recebidos.
O saldo da eleição
São Mateus volta a ter um deputado estadual depois de muito tempo sem representação direta na Assembleia Legislativa.
Mas o município perdeu a oportunidade de ampliar sua bancada e também eleger um representante para a Câmara dos Deputados.
O rescaldo político da eleição em São Mateus, portanto, pode ser resumido em uma frase:
Um deputado estadual. Só.
Mesmo com um colégio eleitoral que, em tese, teria condições de produzir uma representação maior, foi esse o resultado.
É o que temos.
E, para a próxima eleição, será preciso aprender com as urnas.
# Em São Mateus surgiu o “Voto Badut”. Uma alusão ao saudoso político irreverente, conhecido pela trança, pelo inseparável chapéu e, também, pela pequena quantidade de votos que costumava receber.
# Pazolini (Republicanos) mostrou que é bom de urna e que costuma vencer logo no primeiro turno. Desta vez, faltou uma cutícula para levar a eleição de forma direta, sem a necessidade de estender a disputa para o segundo turno.
# Ricardo Ferraço (MDB), com todo o aparato estatal, o apoio de medalhões da política e até de um ou outro vereador que andou falando bobagem, conseguiu perder a eleição no primeiro turno por uma larga margem de votos. Proporcionalmente, podemos dizer que Lucas Polese (PL), eleito deputado federal, teve desempenho eleitoral superior?
# Wanderlei Segantini (MDB) teve sua candidata eleita para a Câmara Federal. Agora, a praça de Nova Lima sai com certeza. E certamente há outras demandas que também estarão na lista de pedidos.
# Uma pesquisa contestada pela coordenação da campanha de Ferraço acabou sendo a única a acertar o resultado das urnas. Além do instituto responsável pelo levantamento, vários portais que divulgaram a pesquisa foram notificados e intimados a apresentar suas respectivas defesas.
# As obras que estão sendo executadas pelo atual governo vão continuar, independentemente de quem vencer as eleições. Dois vereadores de São Mateus criaram uma narrativa sem qualquer fundamento sobre uma possível paralisação. Torcer, sim. Mentir, não.
# A postura do vereador Wan Borges (PSB), mesmo com seu candidato não obtendo os votos necessários para a eleição, foi de quem sabe reconhecer a vitória do adversário.Fez uma fala equilibrada, respeitosa e, acima de tudo, democrática. Vale lembrar: a cada dois anos, tem eleição.
# Quando Amadeu Boroto vai voltar à política? Se disser que não, é porque está dizendo sim.
# Parabéns ao Rodrigo da Cozivip pela vitória. São Mateus precisa e merece ser bem representado.

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Rumos da Política

Rumos da Política | Setembro

Publicado

Por Paulo Roberto Borges

 

Candidatos na berlinda

O dia D das eleições se aproxima, e o frenesi toma conta dos candidatos de São Mateus às Casas parlamentares. São vários nomes que desejam defender suas pautas que — ao que parece — têm como objetivo maior o desenvolvimento e o bem-estar da população da região.

Alguns são veteranos na disputa, mas continuam repetindo o mesmo discurso e não demonstram consistência em suas bandeiras. Outros, porém, são verdadeiramentedevotos das boas causas. Pelo menos até serem eleitos.

 

 

Não podemos esquecer que alguns, mesmo sem qualquer chance real de eleição, têm todo o direito de disputar o pleito. Entretanto, é possível que, supostamente, alguns estejam apenas cumprindo uma função dentro da estratégia partidária para justificar o direito ao recebimento de recursos do fundo eleitoral.

É preciso ressaltar a postura de alguns candidatos que, durante todo o tempo, defendem a necessidade de eleger um deputado “nascido e criado” em São Mateus. Esse discurso, porém, parece valer apenas no período pré-eleitoral. Quando chega a campanha oficial, alguns mudam de posição com a mesma facilidade com que trocam de camisa.

Passam a defender os medalhões da política e aqueles que desfilam pela região apenas em busca de votos. Enquanto isso, os candidatos nativos ficam em desvantagem em uma disputa que exige muito esforço, determinação e coragem para enfrentar a avalanche daqueles que, de certa forma, já chegam com o poder político nas mãos.

Muito se fala que cada povo tem o representante que merece. É uma “sentença” questionável quando levamos em consideração a desproporcionalidade da disputa. Há, ainda, outro agravante: o fato de alguns candidatos locais esquecerem o que diziam anteriormente e se aliarem justamente àqueles que, até pouco tempo atrás, criticavam e
classificavam como “intrusos” no município.

 

 

No fim das contas, entre discursos inflamados, alianças de ocasião e promessas de defesa dos interesses da região, cabe ao eleitor separar quem realmente está comprometido com São Mateus daqueles que apenas aparecem por aqui em época de eleição.

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Para presidente, senador e governador, essa situação não tem muita sustentação. É natural que os candidatos percorram todo o Estado, até porque não se pode cobrar de quem nunca esteve no poder o mesmo comportamento daqueles que já ocuparam esses cargos.

Diante disso, chega a ser hilário ver alguns vereadores subirem à tribuna para defender determinadas candidaturas, ao mesmo tempo em que menosprezam outras que disputam os mesmos cargos. É dolorido assistir a tantas incongruências e perceber como, muitas vezes, o discurso político muda conforme a conveniência.

Enquanto não houver o voto distrital essas questões e distanciamento do eleitor com o eleito vai persistir.

 

Só para entender

O que leva um candidato a colocar seu nome em uma disputa eleitoral se, fora do período de campanha, não participa da vida política do município, não se posiciona diante dos principais acontecimentos, não desenvolve uma visão crítica sobre a realidade local, não contribui com ações comunitárias e sequer procura conhecer a história, os problemas e as principais demandas da população?

Esse tipo de candidato pode ser comparado ao que, na política, chamamos de “pastel de vento”: por fora, parece ter conteúdo; por dentro, quase nada.

Mesmo que, por uma dessas ironias da política, consiga se eleger, o risco é tornar-se apenas mais um ocupante de cargo público, sem representatividade efetiva e sem compromisso permanente com a comunidade. Na prática, pode transformar o mandato em um emprego de quatro anos.

Encerrado o mandato, desaparece novamente do cenário político e, quando chega a próxima eleição, retorna com a mesma cantilena, tentando convencer os eleitores — sobretudo os desavisados — de que, desta vez, será diferente.

A política, porém, exige mais do que aparecer de quatro em quatro anos. Exige participação, conhecimento da realidade, compromisso com a comunidade e disposição para ouvir, fiscalizar, propor e defender os interesses da população.

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Temos, sim

Fazia tempo que a população de São Mateus não tinha tantos motivos para comemorar o aniversário da cidade.

Foram oito anos marcados por muita pluma, lantejoulas, ilações, irresponsabilidade com a coisa pública, episódios que resultaram em investigações e ações da Polícia Federal, omissões e, em determinados momentos, pela submissão de parte dos “nobres” edis. E por aí vai.

Hoje, depois do chamado furacão “danielesco” e de seus desdobramentos, o cenário mudou completamente. O cidadão percebe que a cidade está melhor cuidada, que a esperança voltou e que existe, finalmente, alguém à frente do município disposto a administrá-lo com zelo, responsabilidade e compromisso com o interesse público.

São Mateus ainda tem muitos desafios pela frente, mas há uma diferença importante: a população voltou a enxergar perspectivas e motivos para acreditar no futuro.

Portanto, o mateense tem, sim, motivos para comemorar os 482 anos de São Mateus.

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• Nunca seremos uma grande nação enquanto continuarmos valorizando o supérfluo em detrimento daquilo que é essencial para a prosperidade do País. A República brasileira, em muitos aspectos, ainda parece não ter conseguido avançar na proporção das expectativas criadas ao longo de sua história. Há quem considere que o período monárquico apresentou avanços que a República ainda não conseguiu superar em determinados campos.

• Parceria entre Legislativo e Executivo é necessária para o funcionamento da administração pública, mas não pode ser confundida com submissão, silêncio ou omissão. Cabe ao vereador apoiar o que for de interesse da população, mas também fiscalizar, questionar e cobrar quando necessário.

• Mandato eletivo não deve ser encarado como prêmio pessoal ou emprego temporário. É uma responsabilidade pública concedida pelo eleitor e deve ser exercida com participação, transparência e compromisso com a comunidade.

* São Mateus é uma cidade de sociedade predominantemente conservadora, mas que, no momento do voto, demonstra não se deixar conduzir necessariamente por posições ideológicas.

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Rumos da Política

Rumos da Política | Agosto – 2ª edição

Publicado

Por Paulo Roberto Borges

Um fato legítimo, porém, inusitado

O prefeito de São Mateus, Marcus Batista (Podemos), viajou para fora do município e também do país. Em seu lugar, assumiu interinamente a Prefeitura o presidente da Câmara Municipal, Wanderlei Segantini (MDB), uma vez que a vice-prefeita está registrada na Justiça Eleitoral para disputar uma vaga de deputada federal.

Na prática, tudo isso é pura formalidade, até porque a mudança temporária não altera a condução administrativa do município. Às vezes, o vice pode programar alguma ação para marcar sua passagem pelo Executivo, mas, em geral, sem mexer na estrutura ou no planejamento já definido pelo titular da Prefeitura.

Wanderlei Segantini, ocupando provisoriamente a cadeira de prefeito, não fará nenhum milagre. Afinal, o titular, Marcus Batista, já vem fazendo o seu: tirar o município da situação de terra arrasada protagonizada pelo “gestor” anterior.

Com relação à mudança temporária na presidência da Mesa Diretora da Câmara Municipal, pouca coisa deve mudar, exceto pela dinâmica na condução das sessões, dependendo do período em que permanecer a alteração na cadeira de presidente daquela Casa de Leis.

Wan Borges (PSB) tem estilo próprio e poderá conduzir os trabalhos de maneira — talvez — mais opinativa em seus pronunciamentos, como fazem outros presidentes de Legislativos. É esperar para conferir.

 

Os candidatos de São Mateus

As campanhas começaram. O eleitor, porém, quase não percebeu esse início. Há uma descrença generalizada em relação à política e a muitos de nossos representantes. Essa percepção, aliás, não é exclusividade de São Mateus: ocorre em nível nacional.

No município, temos candidatos a deputado estadual e federal. Alguns são calejados nas disputas eleitorais; outros, estreantes no jogo político da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados. É justamente nessa hora que ressurgem os “entendidos” e até os especialistas em política, fazendo previsões e julgamentos sobre quem tem ou não chances de conquistar a vitória nas urnas.

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Para deputado estadual, São Mateus colocou no tabuleiro político os nomes de Rodrigo Cozivip (MDB), Carlinhos Lyrio (Agir), Isamara da Farmácia (União Brasil), Branco da Penal (PL). Herickson (PV) e Manú do Povão (Rede).

Na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados, aparecem Freitas (PSB), Raquel Rocha (União Brasil), Clóvis Araújo (Avante) e Francisco Lera (Psol). Pelo menos esses são os nomes que estão em evidência e são de conhecimento do eleitorado mateense.

Existe, no município, uma corrente de pensamento que defende que os eleitores priorizem candidatos da própria cidade, em detrimento dos de fora. A exceção, evidentemente, ficaria para as disputas ao Senado, ao Governo do Estado e à Presidência da República.

A justificativa dos defensores do chamado “voto nativo” é que os recursos poderiam chegar mais rapidamente e em maior volume por meio das emendas parlamentares. O argumento tem fundamento, mas é preciso observar que um candidato da terra não necessariamente fará o jogo em favor dos interesses locais. A história mostra que alguns acabam atuando em benefício de grupos, grupelhos e camarilhas.

Além disso, nem todos os candidatos se informam ou acompanham de maneira adequada as questões estaduais, nacionais e até locais. Alguns preferem permanecer restritos à chamada “bolha mateense”, como se os acontecimentos que ocorrem fora de sua área imediata de atuação não tivessem importância. E política exige justamente o contrário: conhecimento amplo, visão de conjunto e capacidade de compreender que as decisões tomadas em outras esferas também interferem diretamente na vida do município.

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Política não é profissão. Política não deve ser instrumento para servir a interesses particulares, mas, sim, para servir ao cidadão, ao Estado e ao país.

O problema é que, em muitos casos, a política virou “boquinha”, “mamar na teta”, fazer negócios, levar vantagem e, em algumas situações, até praticar atos pouco republicanos para se perpetuar no poder. Há quem minta, se locuplete e faça o jogo de grupos que estão muito distantes dos verdadeiros interesses da população.

Por isso, o eleitor precisa ser criterioso na hora de escolher seus representantes. O voto é uma das poucas ferramentas que o cidadão tem para premiar quem trabalhou pelo bem coletivo e retirar do poder quem não correspondeu às expectativas. Se a urna eletrônica brasileira não tiver “vida própria”, como alguns insinuam de maneira irresponsável, o eleitor tem, sim, a possibilidade de eleger exatamente aquele em quem verdadeiramente votou. A escolha, no fim das contas, continua sendo do cidadão.


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Prole – O boneco inflável pichuleco, representando o Lula por ocasião da sua prisão, agora deu cria. Nasceu o Pichulequinho, que seria o Lulinha inflável.

Descoberta – O vereador Vilmar do Seac (PSD) disse que a população é culpada e deve ser multada caso jogue lixo nas ruas, mesmo depois do trabalho da Prefeitura fazer a coleta do lixo e entulho.

Volta – Parecia que o vereador Raphael Barboza tinha baixado as armas contra a administração. Ledo engano. Na última sessão de agosto, desta segunda-feira (31). Ele voltou com força total. Bateu firma na administração do prefeito Marcus Batista. Pelo jeito o Barboza estava apenas repondo seu arsenal.

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